A Loftleidir-Icelandic tem mais um mês para decidir se fica ou não com 49 por cento do capital social da SATA Internacional - Azores Airlines.
A transportadora islandesa Loftleidir-Icelandic solicitou mais 30 dias de prazo para preparar e apresentar uma proposta vinculativa para a compra de 49 por cento da SATA Internacional - Azores Airlines. De acordo com uma nota de imprensa da transportadora aérea regional, “o prazo para a apresentação da proposta vinculativa que terminou às 23h59 do dia 26 de Junho, foi prorrogado até ao dia 26 de julho”.
Em 16 de junho, a operadora de transporte aéreo islandesa havia pedido um novo adiamento do prazo, justificando-o com a “necessidade de efetuar uma análise mais minuciosa à informação disponibilizada na ‘data room’ que contém informação relativa à operação de alienação”.
A Loftleidir Icelandic tinha até ao dia 26 de junho para apresentar uma proposta, tendo novamente pedido, o prolongamento do prazo.
O grupo SATA anunciou, em 17 de abril, que a Loftleidir Icelandic foi pré-qualificada para a segunda fase do processo de negociação da alienação de 49 por cento do capital social da Azores Airlines.
Ficou pré-qualificado o único potencial comprador que apresentou manifestação de interesse na Azores Airlines.
Segundo o caderno de encargos da alienação de capital da transportadora aérea regional, o futuro acionista da Azores Airlines terá que “respeitar obrigatoriamente” a manutenção do plano de renovação da frota iniciado com o A321 NEO.
O novo acionista terá ainda de promover o “cumprimento da operação aérea regular mínima”, sendo que esta contempla as ligações entre o continente e os Açores, nomeadamente as rotas liberalizadas entre Ponta Delgada e Lisboa, Ponta Delgada e Porto, Terceira e Lisboa e Terceira e Porto.
O potencial interessado tem ainda de assegurar as ligações de obrigação de serviço público entre Lisboa e Horta, Lisboa e Pico, Lisboa e Santa Maria, Ponta Delgada e Funchal, bem como a ligação de Ponta Delgada com Frankfurt, a par das rotas a partir da Terceira e Ponta Delgada com Boston e Oakland, nos Estados Unidos, e Toronto, no Canadá.
Deverá também manter a identidade empresarial, a autonomia da operadora, a sua denominação social e a marca Azores Airlines, entre outros elementos de identificação, a par de um contributo para a empregabilidade local.
A Azores Airlines fechou as contas do terceiro trimestre de 2017 com um prejuízo de 20,6 milhões de euros, estando ainda por fechar as contas finais do ano.
A Região é o único acionista do grupo SATA, que detém também a SATA-Air Açores, mas que não será privatizada no âmbito deste processo.