Contra os canhões marchar marchar.
(Última estrofe do Hino Nacional)
Fim à mortandade – Salazar antes da invasão perpetrada pela India de Goa Damão e Diu, que constituíam a gloriosa India Portuguesa, escreveu ao então Governador geral dessa parcela imperial General Vassalo e Silva, inter alia... que não esperava nem rendições nem prisioneiros. Claro que uma ordem destas, significaria um sacrifício humano en masse, ou seja sem sobreviventes. Não se deve incentivar ou mandar alguém marchar contra os canhões, o que resultaria num autêntico massacre. Estamos no século XXI e não vivemos na idade média, ou do tempo das guerras mundiais. É da responsabilidade dos governos, tanto Central como Regional, de formular e rejuvesnecer um novo Hino Nacional. Não é justo indoutrinar as novas gerações com uma lavagem de cérebro desta natureza, equivalente a um veneno cerebral. Talvez seria uma grande oportunidade, para os nossos talentosos poetas que predominam pelas nossas Ilhas, criar um novo Hino Nacional, adequado à nova realidade civilizada e humanística contemporânea.
Fado – Como estamos expostos à constante bruma nas nossas Ilhas dos Açores o que nos afecta psicológicamente, é tempo para que a chamarrita seja considerada o Fado Açoreano.
Fátima – É altar de fé para muitos. Embora Nossa Senhora assuma vários títulos, só há uma Mãe de Deus. Altar sem boas obras não é religião.
Futebol – O Sporting Clube de Portugal está a sofrer um autêntica hecatombe. É o mesmo clube que acolheu e deu formação ao então jovem Madeirense de 11 anos de idade chamado Cristiano Ronaldo. Surpreendeu-me agradávelmente vêr no Wall Street Journal que eu considero a bíblia do capitalismo desenfriado Americano, publicar na edição de 16 de Junho de 2018, a fotografia vitoriosa do Cristiano Ronaldo, na sua tão espetacular exibição no Mundial de futebol a decorrer presentemente na Russia. Indu-bitávelmente é um génio futebolístico e para todos os efeitos embaixador de Portugal. Tem sido e continua a ser alvo de inúmeras homenagens, prémios e algumas estátuas. Como já declarei no passado e reivindico, é que nome do aeroporto internacional, deve ser atribuido ao seu verdadeiro obreiro Dr. Alberto João Jardim ex-Presidente do governo regional da Madeira e não à estrela galáctica futebolística Cristiano Ronaldo.
Falta de Segurança - No cantinho humorístico do jornal Ilha Maior, intitulado “conversas atravessadas” em que um dos protagonistas Manel Verdelho dizia de forma jocosa ao seu interlocutor Zé da Madrinha, que o acidente do Mestre Simão no Porto da Madalena no dia 6 de Janeiro de 2018, teria sido provocado por um infortúnio do mar. Pela expressão facial que demonstrava uma certa incredulidade, o Zé da Madrinha tinha dificuldade de engolir esse diagnóstico. A imprensa local, incluindo a edição de 18 de Maio de 2018, do jornal Faialense Tribuna das Ilhas, publicava que segundo a opinião da peritagem investigadora a causa do acidente deveu-se a um infortúnio do mar. A notícia publicada no Ilha Maior de 25 de Junho de 2017 pelo sr. Rui Alvernaz referente à insegurança das escadas de salvação e socorro a náufragos, tanto no porto da Madalena, como noutras zonas litorais, não oferecem as condições necessárias, para serem utilizadas para quem necessite de socorro imediato especialmente na maré baixa. Já me aconteceu quando nadava dentro do Porto da Madalena, não poder utilizar as escadas salva vidas durante a maré vasia, porque quando foram instaladas só eram acessíveis durante a maré-cheia. As novas escadas de aço inóxidável, construídas principalmente em zonas balneárias, estão adequadamente adaptadas e acessíveis tanto na praia-mar como baixa-mar. Poderá ser uma questão de vida ou morte.
Fantástico - Levou e perdurou anos, mas finalmente tenho orgulho de ser Português. Os meus novos heróis não são os do mar, mas os das ciências, finanças e geo política: tais como António Guterres secretário Geral das Nações Unidas, Durão Barroso ex-Presidente da comissão Europeia e Mário Centeno lider do Eurogrupo financeiro. Depois do jugo da troika, este volte face ao tradicional e patético marasmo dos velhos do Restelo, evidencia o compromisso para a nova realidade do futuro, e é uma autêntica salutar lufada de ar fresco.
FIM AO MILITARISMO - Marcelo Rebelo de Sousa, actual Presidente da República, que como eu e a maioria dos Portu-gueses tem especial afecto e consideração, decidiu inexplicávelmentemente celebrar o dia de Portugal, com um aparato militar extravagante, não no Terreiro do Paço na capital do Império, mas em São Miguel, mas nas ainda consideradas Ilhas adjacentes. Donald Trump Presidente-Rei dos Estados Unidos, quando visitou a França, ao assistir ao tradicional e aparatoso desfile militar, no dia 14 de Julho dia nacional em que se celebra a tomada da Bastilha, que à semelhança dum jovem de idade precoce, ficou extasiado de tal forma que transmitiu ao seu congénere Emanuel Macron, Presidente da França, que pretendia replicar exibição idêntica no dia 4 de Julho, dia da comemoração da Independência da América. É curioso que tanto king Donald Trump, e o nosso inestimável Marcelo não cumpriram o serviço militar obrigatório. O primeiro, como filho de um influente ricalhaço, livrou-se do inferno da guerra do Vietname, utilizando 5 vezes desculpas e subterfúgios de ordem médica. O nosso ubíquo e venerado Mar-celo, filho de um ministro da ditadura e Governador-geral de Moçambique. Parafraseando Vasco Lourenço um dos capitães da revolução dos cravos de 25 de Abril,... não cumpriu o serviço militar obrigatório, por cunha do paizinho ou padrinho Marcelo Caetano. Concordo com a opinião do deputado Paulo Estevão, que declarou ter havido excesso de militarismo e maningue material bélico na celebração do dia de Portugal.
Bons ventos.
Pró Patria e nada contra os Açores
Rufino Vargas
Santa Clara, California USA