O GAMA, apresentou na passada semana as conclusões do seu o Relatório de Investigação Técnica ao acidente ocorrido com o navio “Mestre Simão” no porto da Madalena, a 6 de janeiro último.
O relatório agora divulgado aponta como causas do acidente as condições de tempo e de mar que se fizeram sentir no momento naquele porto, indo de encontro às conclusões apresentadas em maio deste ano pela Atlânticoline em resultado de um relatório interno.
De acordo como relatório do GAMA o navio “foi colhido por três vagas de altura superior à altura significativa prevista” para o dia em questão.
O relatório destaca também que “todos os procedimentos de segurança foram cumpridos pelo Mestre da embarcação, nomeadamente, a utilização de todos os recursos e procedimentos disponíveis para contrariar o desgoverno do navio, bem como o cumprimento de todos os procedimentos necessários à evacuação dos passageiros em segurança”.
Ressalvado no mesmo relatório ficou, segundo a Atlânticoline, o correto funcionamento do navio, não sendo apontada qualquer falha ou deficiência operacional que tenha contribuído para a ocorrência do acidente.
PSD/Açores considera contraditórias as conclusões dos relatórios ao acidente do navio “Mestre Simão”
Após ter sido tornado público o relatório do GAMA ao acidente do navio “Mestre Simão” o deputado do PSD/Açores Luís Garcia, considerou que as “conclusões de ambos os relatórios sobre o acidente com o navio ‘Mestre Simão’ “são em muitos aspetos contraditórias”.
O porta-voz do PSD/Açores para os Assuntos do Mar, num comunicado enviado às redações acusa e condena “a tentativa do presidente da Atlânticoline de aproximar as conclusões do relatório do GAMA sobre o encalhe do navio ‘Mestre Simão’ às conclusões do relatório encomendado pela empresa de transportes marítimos”.
Segundo o deputado faialense do PSD o relatório encomendado pela Atlânticoline, cujas conclusões foram reveladas a 14 de maio, adianta que “o encalhe do navio, ocorrido a 6 de janeiro no porto da Madalena do Pico, ficou a dever-se a um ‘infortúnio do mar’, isto é, a ‘um conjunto de ondas que deixaram o navio sem governo’, conforme sublinhou então o presidente do conselho de administração da empresa pública, Carlos Faias. Já o GAMA, autoridade nacional independente, adiantou, que “as condições de tempo e mar que se faziam sentir na altura eram uma situação previamente identificada e transmitida, através dos avisos do IPMA e da Capitania do Porto da Horta”, concluindo mesmo “que o navio não devia ter praticado o porto da Madalena naquelas condições e que deveria ter regressado à Horta ou procurado outro porto”.
Os deputados do PSD/Aço-res esperam que essas “conclusões” possam ser esclarecidas nas audições parlamentares agendadas para 5 de setembro, ao Governo, à Atlânticoline e ao Capitão do Porto da Horta no âmbito do projeto de resolução do PSD/Açores “Estudo sobre a operacionalidade dos portos de passageiros dos Açores”.