O Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia anunciou que o Executivo Açoriano vai reivindicar junto da União Europeia o aumento de 10% da quota de goraz na Região visto que a decisão da quota desta espécie será feita em novembro.
O consumo da quota de goraz está atualmente fixada em cerca de 70%.
Na semana passada, à margem de uma reunião com a Federação das Pescas dos Açores e com associações do setor, o Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia adiantou que “dados os resultados científicos obtidos”, o Governo dos Açores irá reivindicar junto da União Europeia o aumento de 10% da quota de goraz na Região.
Gui Menezes avançou que o consumo da quota de goraz está, neste momento, em cerca de 70%, “o que significa que está dentro das previsões do Governo dos Açores e do que tinha sido acordado na gestão trimestral” para esta espécie.
O titular da pasta do Mar referiu que o objetivo é “garantir uma boa gestão das pescas na Região, a sustentabilidade dos recursos” e a manutenção ou o aumento de rendimentos, “de acordo com as políticas que vamos concordando e conciliando com os agentes do setor”.
O governante afirmou que a alteração da portaria da pesca à linha foi um dos temas abordados, e que “tem vindo a ser debatido” com o setor, tendo sido encontrado “um consenso” durante a reunião.
O secretário regional destacou ainda “o bom exemplo” do modelo de gestão implementado este ano para a pescaria de alfonsim e imperador, acrescentando que “no ano passado, nesta altura, já tínhamos esgotado a quota, sendo que este ano ainda continuamos a capturar estas espécies, tendo também aumentado o valor de primeira venda”.
Em 2018 foram capturadas 130 toneladas de alfonsim e imperador, no valor de cerca de 1,3 milhões de euros, sendo que a quota destas espécies é encerrada prematuramente há oito anos.
Quanto à portaria 39 no âmbito dos apoios à modernização da frota, financiada pelo Fundo Europeu dos Assuntos do Mar e das Pescas, Gui Menezes disse que o Governo Regional irá continuar a defender a alteração de algumas das regras que não se adaptam a regiões como os Açores porque “são desenhadas para frotas do norte da Europa”.
“Vamos continuar, durante este Quadro Comunitário de Apoio, a encontrar formas, a nível interno, de apoiar o setor no sentido de facilitar fundos disponíveis para os equipamentos que são elegíveis”, assegurou.
No que à pesca de atum diz respeito, Gui Menezes referiu que o Executivo Açoriano está a trabalhar com a APASA e o setor para “se dar o salto na valorização do atum patudo, dado que o seu valor comercial é mais elevado se for vendido em fresco”.