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25
janeiro

Registo Oncológico dos Açores - Faial apresenta 1305 novos casos de cancro entre 1997 e 2016

Escrito por  Susana Garcia
Publicado em Local
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Nos últimos 20 anos o Faial registou 1305 novos casos de cancro, ou seja, em média cerca de 65 novos casos por ano.
Dos novos casos 739 referem-se aos homens e 566 às mulheres, sendo que os cancros mais frequentes nos homens são o da próstata e o da Traqueia, Brônquios e Pulmão, com 181 e 122 novos casos respetivamente e nas mulheres o cancro da Mama, com 167 casos e do Colo e Reto, com 58 casos são os mais diagnosticados.

Um estudo sobre o Registo Oncológico dos Açores, publicado a semana passada, avança que nas últimas duas décadas, foram registados 1305 novos casos de cancro no Faial.
A publicação do Centro de Onco-logia dos Açores, que dá a conhecer os dados de incidência do cancro nos Açores, ao longo de 20 anos (1997-2016), por sexo e localização topográfica, aponta que os cancros mais frequentes nos doentes de ambos os sexos diagnosticados no Faial foram o do Cólon e Reto, com 133, o da Traqueia, Brônquios e Pulmões, com 143, o da Próstata, com 181 e o da Mama, com 169, casos diagnosticados.
O estudo revela ainda que a incidência é maior nos homens. Durante este período surgiram no Faial 739 novos casos nos homens, com uma tendência crescente para os cancros da próstata, Cólon e Reto, Estômago, Pân-creas, Laringe, Traqueia, Brônquios e Pulmão, Rim e Linfoma não Hodgkin.
No que se refere às mulheres o cancro da Mama foi o que registou mais casos, 167, seguindo-se o Cólon e Retro, com 58, o Corpo do Útero, com 37, o Ovário, com 29 e o Cólon do Útero, com 27 que corresponderam a mais de 55% dos casos diagnosticados.
Este estudo, dá a conhecer ainda que os cancros mais frequentes nos doentes de ambos os sexos, na ilha, foi o da pele – não melanoma com 329 casos, dos quais 188 foram registados em homens e 141 em mulheres.

 

Número de casos por ilha

Os dados do Registo Oncológico dos Açores apontam ainda os números registados neste período por ilha.
Em Santa Maria foram registados 429 novos casos nestes 20 anos, sendo que 290 foram nos homens, correspondendo 17,4% do total e 139 nas mulheres, ou seja, 7% do total. Também aqui as patologias mais frequentes em ambos os sexos, foram o cancro da Traqueia, Brônquios e Pulmão, com 75 novos casos, o cancro da Próstata, com 43, o do Colón e Reto, com 29, o da Bexiga, com 24 e o da Mama, com 22.
Já em São Miguel foram registados 9714 novos casos de cancro, ou seja, 486 novos casos por ano. No período em análise verificou-se que os cancros da Próstata, do Cólon e Reto, da Traqueia, Brônquios e Pulmão, Estômago, Mama, da Bexiga, da Laringe, Corpo do Útero, e do Ovário, são também os mais frequentes.
Também na maior ilha dos Açores a incidência de cancro é maior nos homens, 6724 do que nas mulheres, com 4725 novos casos.
Na Terceira os números apontam 4764 casos de cancro, entre 1997 e 2016. Segundo o estudo os cancros mais frequentes nos doentes de ambos os sexos diagnosticados foram o do Pulmão 644, Mama 596, Cólon e Reto 593, e Próstata, 457. Por sexo, foram afetados pela doença 2751 homens, e 2013 mulheres.
422 foram os novos casos registados na Ilha da Graciosa, nas últimas duas décadas, em ambos os sexos. Cólon e Reto, Próstata, Mama, Traqueia, Brônquios e Estômago, continuam no topo das patologias mais frequentes. Na ilha Branca, foram registados 240 novos casos nos homens e nas mulheres 182.
Em São Jorge, os dados apontam 870 novos casos, sendo que 500 foram diagnosticados no sexo masculino e 370 no feminino. Os cancros do Pulmão, Próstata, Mama, Estômago e Cólon e Reto, continuam a ser os mais frequentes.
No que se refere à ilha do Pico 1357 pessoas de ambos os sexos sofreram de doenças oncológicas, sendo que 827 foram homens e 530 foram mulheres. Os cancros da Próstata e da Mama, foram os mais registados, seguindo-se logo o do Cólon e Reto e Estômago.
Nas Flores e no Corvo, em ambos os sexos os dados apontam para 330 e 39 novos casos respetivamente. Nestas ilhas também os homens foram os mais afetados. Nas Flores 217 homens sofreram de cancro e no Corvo 25. Já as mulheres 133 foram afetadas pela doença nas Flores e 14 no Corvo.

 

Incidência de casos nos Açores

O Registo Oncológico nos Açores chegou à conclusão que nas últimas duas décadas na Região foram registados um total de 19230 novos casos de cancro, dos quais 11 367 nos homens (59% do total) e 783 nas mulheres (41%), dando origem a uma média de 962 novos casos por ano.
À semelhança do Faial, também na Região, os cancros mais frequentes nos homens são os da próstata com 2255 novos casos, o do Pulmão com 2184, o do Cólon e Reto com 1027 novos casos. O cancro do Estômago atingiu 709 indivíduos do sexo masculino e o da Bexiga 696 homens. Segundo o estudo no seu conjunto, estas localizações contribuem para cerca de 60% de toda a patologia oncológica no sexo masculino.
Já nas mulheres, os cancros com mais incidência foram o da Mama com 2204 novos casos, correspondendo a uma taxa de ocorrência padronizada de 83.3% por 100 000, seguindo-se o Cancro do Cólon e Reto com 890 novos casos, o Corpo do Útero com 480 novos casos, o Estômago com 374 e Tiróide com 339 novos casos. Estas localizações contribuem para cerca de 55% de toda a patologia oncológica.
O estudo conclui ainda que o grupo etário dos 50 aos 69 anos foi o que registou o maior número de novos casos nos homens, enquanto que nas mulheres foi o grupo etário dos 70+ anos e que em qualquer uma das localizações, o risco de contrair a doença foi sempre maior nos homens do que nas mulheres.
Segundo este estudo os resultados observados para o cancro do Pulmão nas mulheres, “registou um aumento estatisticamente significativo das taxas padronizadas de incidência (5.7% ano) e de mortalidade (3.6% ano)” e apontam para “uma crescente exposição ao principal fator de risco”, o tabaco. Nos homens, os resultados indicam “uma tendência oposta” em relação ao cancro da Laringe que registou uma diminuição da incidência de -2.1% por ano e da mortalidade de -3.5% ano. “Tal facto, associado à estabilidade observada para o cancro do Pulmão, poderá apontar para um decréscimo do consumo do tabaco no sexo masculino”, refere o documento.
Este documento, foi elaborado por iniciativa do Centro de Oncologia dos Açores, e integra-se no “Estudo sobre Cancro nos Açores” (projeto sectorial “Incidência de Cancro na RAA”), sob a coordenação da DRS, COA e FMUC, da responsabilidade da Secretaria Regional da Saúde e resulta da colaboração de várias fontes, com especial destaque para os hospital públicos da Região, alguns laboratórios privados, os três registos oncológicos regionais do Continente, entretanto extintos e as Conservadoras de Registo Civil.
Com este estudo os Açores, passam a dispor de 20 anos consecutivos de registo oncológico, com a determinação das taxas padronizadas de incidência por sexo e localização topográfica (local de origem do tumor primário), por 100 mil habitantes.

 

Cancro ou tumor maligno

O termo “cancro” ou “tumor maligno” é usado para designar um extenso grupo de doenças que têm como denominador comum o desenvolvimento e a proliferação descontrolada de células do organismo humano.
Como é do conhecimento geral, a maioria das células está programada para viver por um determinado período de tempo e dividir-se de forma controlada pelo DNA (material genético), ou seja, elas dividem-se, envelhecem, morrem e são substituídas por novas células.
No entanto, sob determinadas e variadas circunstâncias, algo corre mal durante o processo e surgem células que perdem a sua capacidade de se reparar, dando início a uma proliferação descontrolada, gerando tumores ou tumorações, ou seja, não morrem e podem começar a invadir tecidos contíguos ou serem levadas pela corrente sanguínea ou pelo sistema linfático para outras zonas do corpo.
Os vários tipos de células podem sofrer este processo e originam diferentes tipos de cancro, como adenocarcinoma, carcinoma de células basais, carcinoma de células escamosas, de células transionais, sacramo, leucemia, linfoma, etc, assumindo depois o cancro o nome do local de origem, como cancro do estomago, da mama, da próstata, entre outros.
Ao contrário das doenças transmissíveis que exigem uma imputação direta de causalidade alicerçada na necessidade de presença de agente infecioso, as doenças crónicas, nomeadamente as oncológicas, têm normalmente, um conjunto de caraterísticas que dificultam o estabelecimento de associações e de relações casuais.
O cancro está normalmente associado a fatores de risco, como o tabagismo, o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, o excesso de peso, a falta de exercício físico, a alimentação, exposição ao sol, entre muitos outros.

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