O Sistema de Posicionamento Global, ou GPS, foi criado pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos da América, e tem a função de identificar a localização na Terra de um receptor que capte os sinais emitidos pelos seus satélites.
Apesar de ter sido declarado completamente operacional apenas em 1995, hoje é uma ferramenta generalizada, útil em muitas situações e imprescindível para muitas pessoas.
Nos telemóveis ou nos automóveis, o GPS é um meio de orientação cuja utilização é cada vez mais banal. No entanto, há quem vá para além da sua utilidade na rotina diária, e utilize o GPS para reexplorar uma das mais populares brincadeiras de crianças: graças ao GPS generalizou-se por todo o mundo a prática do geocaching. Considerado um desporto por alguns, e por outros uma simples actividade de lazer, o geocaching é, na verdade, uma verdadeira “caça ao tesouro” para adultos, onde os mapas são fornecidos pelo GPS. Esta prática tem ganho cada vez mais adeptos em todo o mundo, e os Açores não são excepção.
Tribuna das Ilhas foi saber mais sobre esta actividade, e acompanhou Nilzo Fialho, um dos pioneiros na prática do geocaching na ilha, durante uma das suas “caçadas” ou, melhor dizendo, “cachadas”.
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Neste jogo, o “tesouro” são as caches, contentores estanques que os geocachers têm de descobrir usando apenas as coordenadas do GPS. Existem vários tipos de caches: podem ser simples caixas, com dimensões bastante variáveis. Existem caches quase tão pequenas como uma unha: as “nanocaches”. É nas caches que estão escondidos os “log books”, uma espécie de livro de registos, onde o geocacher deixa uma mensagem e regista o facto de ter descoberto aquela cache.
Nas caches cujas dimensões o permitam, é possível encontrar uma série de objectos, deixados por outros geocachers. O objectivo é retirarmos um deles, para depois colocarmos noutra cache. Podem encontrar-se porta-chaves, canetas, pins, pequenos bonecos, entre muitas outras coisas. Alguns destes objectos têm um número único, registado no site www.geocaching.com, que agrega toda a actividade a nível mundial, e é possível manter-lhes o rasto, enquanto viajam pelo mundo. É o caso das geocoins e dos travel bugs.
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Depois de se registarem, de forma gratuita, em www.geocaching.com, os geocachers têm acesso às coordenadas de todas as caches registadas no mundo. Qualquer geocacher pode também fazer a sua própria cache, registá-la no site, e ver a quantidade e a diversidade de pessoas que por ela vão passar.
Esta caça ao tesouro sem piratas, na era das novas tecnologias e feita por gente crescida está a ganhar cada vez mais adeptos em todo o mundo. Existem mais de um milhão de caches espalhadas por centenas de países à volta do globo. E podem estar em qualquer lugar: escondidas em sinais de trânsito nas grandes cidades, em monumentos, mas também em locais de pleno contacto com a natureza, como algumas das mais altas montanhas do mundo ou o deserto. Algumas são fáceis de descobrir, outras bem mais difíceis.
Em Portugal, existem quase 13 mil caches registadas, de norte a sul do país, passando pelas ilhas. Nos Açores, existem 342 caches. A prática de geocaching na Região é relativamente recente: em 2001 existia uma única cache no arquipélago. A partir de então a actividade foi crescendo, ainda que timidamente, mas a partir de 2008 deu-se um verdadeiro “boom” na sua prática nas ilhas.
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No Faial, existem até agora 31 caches, escondidas um pouco por toda a ilha, que cada vez mais pessoas tentam encontrar. Este número não pára de crescer: na semana passada, por exemplo, existiam apenas 28.
Leia a reportagem completa na edição impressa do Tribuna das Ilhas de 21.10.2011, ou subscreva a assinatura digital do seu semanário.