Tribuna das Ilhas

Infinity 8
  • Início
  • Local
  • Triângulo
  • Regional
  • Desporto
  • Cultura
  • Política
  • Opinião
  • Cartoons
  • Início
  • notícias
  • Reportagem
  • Lisa Medeiros/Go Gym: Tecnologia para tratar da saúde aos faialenses
27
outubro

Lisa Medeiros/Go Gym: Tecnologia para tratar da saúde aos faialenses

Escrito por  Marla Pinheiro/fotos:Maria José Silva
Publicado em Reportagem
  • Imprimir
  • E-mail

 Com 26 anos, há já quatro que Lisa Medeiros é uma das responsáveis por pôr os faialenses a mexer. Nas suas aulas de aeróbica, step, pilates, hip hop, entre outros, contagiou um público que já não dispensa umas horas semanais destinadas a gastar calorias. O grupo Conexão Hip Hop, sua iniciativa, junta jovens com vontade de dançar e tem contribuído para animar as festas da ilha, tendo inclusive pisado o palco principal da Semana do Mar.

Embalada por este sucesso, Lisa arrancou com o seu próprio ginásio: o Go Gym. Ao Tribuna das Ilhas, explica que “qualquer pessoa formada na área de desporto e dos ginásios tem o sonho de ter um espaço seu”. Apesar de serem um sucesso, as suas aulas de grupo destinam-se maioritariamente ao público feminino, e Lisa quis criar algo destinado a toda a família. Decidiu rentabilizar o andar superior do espaço onde funcionam as suas aulas e criar uma zona de cardiofitness e musculação. O Go Gym é para todos: “os miúdos têm um local onde podem estar, as mães podem estar nas aulas ou nas máquinas e os pais também podem vir”, diz.

A grande motivação para esta aventura surgiu das suas alunas, como confessa Lisa: “elas diziam que eu devia abrir qualquer coisa deste género, para que os homens também pudessem vir. Foi esse entusiasmo que me incentivou a avançar”.

Apesar de lutar contra a crise Lise não se pode abstrair dela: “a ideia era construir um ginásio novo, mas optámos por ficar aqui e ver como é que as coisas correm”, explica. Por agora, tudo sobre rodas, como reconhece. O Go Gym fecha portas à crise e abre janelas de oportunidades aos clientes, que têm uma escolha mais diversificada. Aberto há duas semanas, serve de complemento às clientes das aulas de grupo, e atrai novos públicos.

Para marcar a diferença Lisa apostou na marca de máquinas mais conceituada da Europa. A qualidade paga-se caro, e o investimento necessário foi elevado, mas permitiu apetrechar o Go Gym com bons aparelhos de cardiofitness e musculação. Às máquinas juntam-se os recursos humanos, e Lisa congratula-se pelo facto de, além de si, ter três pessoas credenciadas a trabalhar no Go Gym. “Sem a Paula, a Liliana e a Alexandra eu não conseguia”, conta.

A grande inovação neste ginásio é o sistema de pens utilizado. Trata-se de uma tecnologia recente, usada por poucos ginásios no país. Lisa explica como funciona: “quando as pessoas chegam ao ginásio fazemos-lhes uma avaliação física. Consoante essa avaliação e os objectivos do cliente nós prescrevemos um treino”. Esse treino é colocado na pen, e o cliente, ao chegar ao ginásio, só tem de colocar a pen nas máquinas. Aí, ela informa o cliente dos exercícios a fazer, e da máquina para a qual deve passar de seguida. É uma espécie de personal trainer para cada cliente. Além disso, armazena dados sobre o percurso do cliente, o que permite a Lisa ir monitorizando e adequando o treino de cada um.

O facto de se tratar de uma tecnologia nova faz com que a adaptação, tanto dos clientes como das instrutoras, seja difícil. A insularidade é outro problema para Lisa, já que não existem técnicos na ilha para socorrê-la sempre que necessário, no entanto está segura de que, com o tempo, todos se habituarão à nova tecnologia, e poderão dela tirar o máximo partido.

Lisa confessa não ter um minuto de descanso. No entanto, sente-se compensada ao ver o seu sonho ganhar forma, e não esquece aqueles que deram uma mãozinha a concretizá-lo: “gostava de agradecer a todas as pessoas que me têm ajudado”, frisa. O Go Gym funciona todos os dias, das 10h30 às 13h30 e das 16h30 às 21h30.

Quando olha para as escolhas que teve de fazer após a sua formação, Lisa garante que não se arrepende de ter voltado aos Açores: “gostava de ter experimentado a área científica, da investigação, mas havia coisas que me prendiam cá, os pais, o namorado… Acabei por voltar. Não me arrependo, mas sei que aqui estamos limitados. Gasto muito mais do que os meus colegas para ter formação, por exemplo. Mas esta foi a minha opção”, explica.

Lido 1503 vezes
Classifique este item
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
(0 votos)
Tweet
Login para post comentários
voltar ao topo
  • Perdeu a senha?
  • Esqueceu-se do nome de utilizador?
  • Registe-se!
  • Contatos
  • Pesquisa
  • Assinatura
Copyright © Tribuna das Ilhas 2026 All rights reserved. Custom Design by Youjoomla.com
notícias