Tem como sócio gerente Tiago Valente, que iniciou a empresa em Mira, no continente, mas que resolveu empreender por estas bandas.
Tribuna das Ilhas foi conhecer a empresa e, do vasto leque de actividades, destaca a caminhada aquática. Isso mesmo… andar, de fato de mergulho, em cima de água.
Pegada Activa - Turismo e Desporto na Natureza, Unipessoal, Lda., foi constituída em Abril de 2011 e é uma empresa de animação turística que realiza actividades desportivas na ilha do Faial.
Para além da componente turístico-desportiva, é também objectivo da empresa potenciar todos os recursos existentes no Faial, tais como natureza, cultura e património).
Tiago Valente disse à nossa reportagem que a ideia de fundar uma empresa com estas características surgiu porque trabalhou na área em várias empresas nacionais e internacionais: “para além de ter passado já alguns anos a trabalhar nesta área, a minha formação académica também se fez direccionada neste sentido, no turismo. O facto de ter estudado abriu-me portas a empresas fora de Portugal que me alargou o curriculum técnico. Quando regressei a Portugal, o constituir a empresa foi o culminar destes anos todos de trabalho. Posteriormente fiz um estudo sobre as ilhas do Triângulo que me permitiu analisar o mercado e decidir vir para cá”.
Caldeira e Vulcão dos Capelinhos são dois pontos de paragem obrigatória e foram estes dois pontos que Tiago Valente procurou, ao elaborar os seus programas, evitar. E explica porquê: “há muito mais para descobrir no Faial… há imensos caminhos inexplorados e duvido que se conheçam muitos deles. A Pegada Activa vai oferecer a natureza em “diamante bruto”, isto é, por explorar.”
Tiago Valente disse-nos ainda que descobriu grande parte destes percursos após conversar com as pessoas mais velhas da ilha: “quando comecei o reconhecimento das ribeiras comecei no sentido jusante/montante e vi que existem algumas ribeiras que ficavam um pouco aquém das minhas expectativas, daí ter optado por fazer ao contrário. A partir da Caldeira existem várias nascentes fenomenais”.
A Pegada Activa tem a característica de ser parceira do Parque Natural do Faial. “Quando cá chegamos e começámos a estabelecer contactos com a Direcção Regional do Turismo para adaptar a empresa às normas regionais, apresentaram-nos o PNF e é irrefutável não ser parceiro” – sublinha.
O nome surgiu por acaso… Tiago conta-nos que, “estávamos uma vez um grupo de amigos, numa descida de canoa numa Barragem próxima de Espanha e começámos a mandar alguns nomes porque eram portugueses de um lado e espanhóis do outro, saímos das canoas e começámos a ver as pegadas num sítio completamente abandonado… fez-se luz. É um convite ao “mexa-se”.
Serviços/Actividades
A Pegada Activa pretende oferecer aos seus clientes a oportunidade de descobrir, explorar e conhecer todos os recantos da Ilha do Faial.
Percursos pedestres, passeios de jipe, orientação, tiro com arco e marcador, paintball, caminhadas aquáticas, programas culturais e etnográficos, formação de activos e caça ao tesouro são apenas algumas das actividades que a Pegada Activa oferece.
“A actividade âncora para o verão será a caminhada aquática porque é algo que não existe nas três ilhas do Triângulo. É uma caminhada pedestre só que tem a característica de que, ao invés de ser única e exclusivamente em terra, é também em água” – afirma Tiago Valente que esclarece ainda que “vamos aproveitar as ribeiras do Faial e explorá-las ao máximo. É uma actividade que consiste, essencialmente, numa progressão pedestre em ambiente anfíbio.”
“A caminha aquática é a natureza no seu estado mais puro. Não há mão do homem por onde vamos passar. Isso às vezes é perigoso e faz com que sejamos confrontados com situações menos agradáveis, de lixo por exemplo, mas cabe-nos avisar posteriormente as entidades, porque ao fim ao cabo, nunca ninguém lá foi” – adianta.
Neste momento Tiago Valente está a ultimar os preparativos para tornar possível a actividade de paintball. Conforme nos explicou, “o paintball apesar de ser um jogo que se pretende com alguma adrenalina, espírito de aventura e entreajuda, tem uma logística inerente, ou seja, é preciso ter um espaço devidamente vedado para proteger que as bolas não se afastem e possam acertar, por exemplo numa casa ou num carro.”
E não se esqueça: LEIA A EDIÇÃO IMPRESSA DE 3 DE FEVEREIRO DO TRIBUNA DAS ILHAS COM A REPORTAGEM COMPLETA.