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Em resultado do polémico Congresso da Juventude Social Democrata dos Açores, realizado
No comunicado enviado à nossa redacção, Rómulo Ávila justifica esta suspensão por “motivos de diversas ordens”, nomeadamente motivos pessoais, que segundo o mesmo também “não são alheias às acusações que têm vindo a público visando o meu nome”.
Rómulo Ávila, defende a estrutura e afirma ser “amigo da verdade”, por isso tomou esta atitude pelo “bem da JSD/Açores e de todos aqueles que estão por bem nesta juventude partidária”, considerando que com esta auto suspensão estará a dar um exemplo claro de que está desprendido da política afirmando que “encaro a política como uma actividade nobre e que coloco os interesses da juventude e dos Açores sempre, mas sempre em primeiro lugar”.
O secretário-geral, agora com funções suspensas, espera ainda com esta postura terminar com o “disse que disse e a falta de companheirismo demonstrada pela candidatura derrotada”.
Por outro lado, lamenta o ataque feito ao Conselho de Jurisdição da JSD, que na sua opinião respondeu “positivamente quer a uma, quer a outra candidatura, em processos diferentes”, não compactuando com as situações de “autêntico terrorismo político” em que a JSD só sai a perder, na medida em que “as eleições ganham-se nas urnas e essas foram muito claras”, afirma Rómulo Ávila no comunicado.
O jovem termina a sua auto-suspensão com as suas palavras no Congresso: “A coragem e o trabalho, como caminho para o verdadeiro mérito, são virtudes que defendemos. A defesa dos interesses dos jovens é o objectivo que nos guia”, fazendo também um apelo, salientando que “é tempo de nos unirmos em torno do nosso ideal comum, dos valores. De nos unirmos em torno da JSD e do PSD, e algumas atitudes públicas não contribuem, em nada, para o nosso próximo grande desafio: ajudar o partido a vencer em
Neste contexto, o Secretário-Geral, agora fora das suas funções, garante que a Secretaria-Geral da JSD/Açores está assegurada por um secretário-geral adjunto nomeado pela actual Comissão Política Regional, em conformidade com os estatutos.
De relembrar que o Congresso da JSD/Açores realizado na primeira quinzena do mês de Setembro, reelegeu Cláudio Almeida como presidente da juventude social-democrata. Uma reeleição envolta em polémica, que não serviu de forma nenhuma para unir a juventude social democrata, mas que ao invés a deixou visivelmente dividida. Resultado de um congresso que, não foi mais do que “lavar roupa suja”, pobre de ideias e que ficou marcado pela denúncia de irregularidades por parte da lista adversária. Em suma, um dos congressos mais polémicos de que há memória do seio da JSD/Açores.