Ontem, dia 21 de Setembro, a Ribeirinha assinalou mais um Dia da Freguesia. A efeméride ficou marcada por uma missa de Acção de Graças pela intenção de todos os ribeirinhenses, no Centro de Culto, seguindo-se o içar das bandeiras, junto do Polivalente, ao início da noite, ao som da Sociedade Filarmónica Recreio Musical Ribeirinhense.
NELSON SOUSA O PJ da Ribeirinha apelou a uma maior participação cívica dos ribeirinhenses
Seguiu-se a Sessão Solene, onde coube a Nelson Sousa, presidente da Junta de Freguesia da Ribeirinha, o discurso de abertura. O autarca congratulou-se com mais esta passagem do Dia da Freguesia, e falou de alguns dos desafios que se colocam a uma localidade de pequenas dimensões, como é o caso da Ribeirinha. Para Nelson Sousa, é notório que actualmente se vive uma “crise de voluntariado”, daí que o elenco da Junta de Freguesia a que preside tenha escolhido esta efeméride para homenagear pessoas que, a título voluntário, se dedicam a actividades na freguesia.
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O autarca pediu mais colaboração e envolvimento da população nas actividades da freguesia, e aproveitou também para fazer um balanço de algumas das obras realizadas no actual mandato, falando ainda daquelas que faltam fazer. “Não nos esquecemos daquilo a que nos propusemos”, garantiu Nelson aos ribeirinhenses que encheram a sala do Polivalente da freguesia.
O presidente da Junta alertou ainda para o “esvaziamento populacional”, um dos principais problemas da Ribeirinha, e vincou a importância de criar condições para fixar pessoas na freguesia.
A RIBEIRINHA NO PARQUE NATURAL DO FAIAL João Melo foi o orador convidado para falar desta temática
De seguida, João Melo, director do Parque Natural do Faial, proferiu uma palestra onde abordou a importância da Ribeirinha precisamente no seio desse Parque Natural. Referindo-se à freguesia como um “laboratório vivo” na área da geologia, lembrou que a foi naquela zona que o Faial nasceu, e salientou a importância da sua costa e da Lomba Grande no que diz respeito à conservação de várias espécies animais e vegetais.
Após a palestra, o centro das atenções voltou-se para os homenageados da noite, que mereceram o destaque da Junta de Freguesia da Ribeirinha pela colaboração voluntária que dedicam àquela localidade. Foram eles os catequistas da freguesia e a Sociedade Filarmónica Recreio Musical Ribeirinhense.
O discurso de encerramento esteve a cargo do vice-presidente da Câmara Municipal da Horta. José Leonardo congratulou a freguesia da Ribeirinha pela efeméride, e falou da colaboração do município com aquela localidade que, como lembrou, se estende para além da delegação de competências nas Juntas de Freguesia.
Maestro da Recreio Ribeirinhense pede voluntários para salvar a banda
A filarmónica da casa, para além de ser uma das homenageadas, foi a responsável pelo momento cultural de encerramento da Sessão Solene. No entanto, antes da sua actuação, o maestro Miguel Rodrigues tomou a palavra para deixar um alerta à população da freguesia. A falta de músicos é um problema com que a Recreio Ribeirinhense já se debate há algum tempo, no entanto está a agravar-se, de tal forma que, neste momento, a impossibilidade de um elemento actuar, a banda não pode fazer a sua actuação. Por isso, Miguel Rodrigues pediu aos ribeirinhenses que dêem a mão à sua filarmónica, para não a deixarem morrer.
A ocasião serviu ainda para fazer uma surpresa aos músicos, que foram agraciados com um cd feito a partir de uma gravação realizada aquando da deslocação da banda à ilha do Corvo. Este cd, apesar de não possuir a qualidade suficiente para ser comercializado, foi assim uma forma de compensar os elementos da Recreio Ribeirinhense pela sua dedicação à banda.
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