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28
setembro

Biodiversidade marinha e turismo

Escrito por  Texto e Fotos Maria José Silva
Publicado em Local
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O Turismo e o Ambiente são parceiros indispensáveis para a consolidação do destino Açores no mercado turístico.

É uma das conclusões que se tira depois da palestra de ontem à tarde, que decorreu no Teatro Faialense, subordinada ao tema “Biodiversidade marinha e turismo”.

Esta palestra, que aconteceu no âmbito das comemorações do Dia Mundial do Turismo, e do Ano Internacional da Biodiversidade, teve como prelectores João Gonçalves, investigador e docente do Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores e João Melo, director do Parque Natural do Faial.

O ambiente é parte integrante do nosso desenvolvimento económico, e a sua importância não pode deixar de ser reforçada e canalizada para a vertente turística que caracteriza os Açores, ou seja, o turismo de natureza.

O Ambiente é visto cada vez mais como um grande contribuinte para a sustentabilidade do turismo açoriano e mesmo se passa com a biodiversidade que é um dos principais responsáveis para uma maior atractividade da nossa Região. O que os Açores têm para oferecer aos turistas e o que tem de promover enquanto imagem da Região no exterior, alicerça-se em grande parte no que tem para oferecer relacionado com a nossa Natureza.

João Gonçalves focou a biodiversidade marinha e como poderá ser explorada no sentido turístico. Da sua explanação conclui-se que “nos Açores existem cerca de 3000 espécies marinhas (fauna e flora) que compõem a nossa biodiversidade, mas sendo a biodiversidade um termo que está na moda, não pode ser pouco preciso.”

Este especialista alertou ainda que, destas 3000 espécies, existem algumas muito raras e que tornam a nossa biodiversidade em algo único e atractivo. Depois de uma viagem pelos peixes, cetáceos, fauna e flora, ficamos ainda a saber que os Açores são detentores de ecossistemas raros, como sejam as fontes hidrotermais, que têm potencial de mercado muito grande, enquanto destino turístico.

É preciso encontrar formas de dinamizar e aproveitar o facto de virem aos Açores mais de 8500 pessoas por ano só para fazer mergulho e mais de 50 mil para observar cetáceos.

João Melo, por sua vez, mostrou aos presentes os potenciais que o Parque Natural do Faial (PNF) apresenta, sem nunca esquecer a recente modernização/remodelação do parque que, segundo o próprio, tem atraído inúmeras pessoas ao Faial.

Para além de toda a riqueza natural, João Melo evidenciou também a riqueza geológica que compõem este arquipélago em geral e o Faial em específico, apelando à adopção de medidas que fomentem um turismo sustentável.

Para que isso se torne realidade, o director do PNF diz que é necessário que se formem guias para os percursos pedestres, que se promova a observação de aves e desportos radicais, como o down-hill e o cross-country, entre outros aspectos.

Outro dos pontos referenciados por João Melo tem a ver com uma maior diversificação de produtos, como seja a produção de chá, mel e compotas com o selo de qualidade do PNF.

 

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