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Quem o garante é Gui Menezes, investigador de Departamento de Oceanografia e Pescas que apresentou na manhã de hoje, no Centro do Mar, um ponto da situação sobre o trabalho desenvolvido por aquele departamento da Universidade dos Açores no banco submarino Condor, numa sessão promovida pela Sub-secretaria Regional das Pescas.
A proibição de pesca no banco submarino vigora durante dois anos, e reuniu à mesa das negociações governantes, investigadores e pescadores. Menezes salientou a importância da abertura dos pescadores a este projecto, que vai permitir aos investigadores do DOP “fazer uma caracterização global” do Condor, incidindo nos aspectos oceanográficos e também na biodiversidade. Conhecer todos os seres vivos que por lá passam “das bactérias às baleias”, é um projecto ambicioso e complexo, que requer muitos meios, mas que poderá ser uma ajuda preciosa para encontrar a melhor forma de explorar as potencialidades deste valioso ecossistema.
Fechando o Condor à actividade piscatória, os investigadores procuram evitar a interferência das artes de pesca com os equipamentos científicos que têm fundeados no local, mas também aferir o impacto da não intervenção humana na variação das espécies de peixe, tanto em quantidade como no tamanho dos animais. Estas condições são raras a nível mundial, e por isso o DOP está a aproveitar a proibição de pesca no Condor para desenvolver toda uma série de projectos.
Leia a reportagem completa na edição impressa do Tribuna das Ilhas de 12.11.2010