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11
novembro

Barreiras Arquitectónicas continuam a “minar” cidade da Horta

Escrito por  Marla Pinheiro/fotos: Maria José Silva/DR
Publicado em Local
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A Associação de Pais e Amigos dos Deficientes da Ilha do Faial (APADIF) assinalou ontem, dia 10 de Novembro, 17 anos de existência. As comemorações ficaram marcadas por uma reflexão acerca da questão das acessibilidades, com a apresentação de um levantamento das barreiras arquitectónicas da cidade da Horta, efectuado pela PSP durante o último ano. Nas conclusões, fica a certeza de que a deslocação na cidade da Horta é, ainda, uma verdadeira prova de obstáculos para as pessoas com deficiência.

Coube a Vanda Ângelo introduzir a questão, frisando que desde 2003 que a APADIF vem alertando para este problema. Invisual, Vanda Ângela enfrenta diariamente uma série de barreiras que são autênticas armadilhas, não apenas para aqueles que não podem ver, mas também para os deficientes motores. É o caso da falta de rebaixamento de passeios, de vasos mal localizados, a meio dos passeios, dos caixotes do lixo “invisíveis” às bengalas dos invisuais, entre outras. Reconhecendo as melhorias verificadas nos últimos anos, Vanda frisa que ainda há muito a fazer.

A ideia de se fazer um levantamento das barreiras arquitectónicas da cidade surgiu em força há um ano, altura em que a PSP e a APADIF, parceiras em diversas iniciativas, celebraram um protocolo nesse sentido. Um ano depois, o subcomissário Raimundo Dias apresentou uma série de situações encontradas nas freguesias da Matriz e da Conceição que condicionam a mobilidade e a acessibilidade das pessoas com deficiência. E se muitas foram apresentadas, muitas mais, de características semelhantes, havia a reportar.

As barreiras são muitas e variadas, mas têm algo em comum: quase todas se conseguem resolver sem a necessidade de grandes recursos. Um exemplo são as árvores que embelezam os passeios da Rampa de São Francisco, cuja falta de manutenção as torna um obstáculo não apenas para as pessoas com deficiência mas para todos os transeuntes que se vêem obrigados a baixar a cabeça para passar no local.

A maior parte destas barreiras são da responsabilidade da autarquia. Apesar de reconhecer o bom trabalho da Câmara Municipal da Horta nesta área, Raimundo Dias deixou o recado ao seu presidente, sentado na primeira fila: Ainda há muito a fazer.

Por sua vez, João Castro congratulou a APADIF e a PSP por este trabalho “meritório”, e reconheceu que ainda há muito a fazer na eliminação destas barreiras. No entanto, o presidente da autarquia salientou algumas dificuldades que se colocam a essa intervenção, como é o caso dos passeios muito estreitos da cidade da Horta, o que faz com que, para que estes possam ser rebaixados, o declive tenha de ser muito acentuado, o que os torna perigosos para as pessoas mais idosas.

“É preciso mais sensibilidade da parte dos responsáveis”

Quem o diz é o faialense Sílvio Nogueira, que enquanto deficiente motor sente na pele diariamente as dificuldades impostas pelas barreiras arquitectónicas. A viver no Porto há seis anos, Sílvio reconhece que a questão da igualdade nas acessibilidades não é um problema que se cinge à Horta, antes pelo contrário: “no Porto também sentimos muitas dificuldades, principalmente na zona mais antiga da cidade. Em Londres, onde estive há algum tempo, passa-se a mesma coisa. Em Boston, nos EUA, as coisas já são um pouco diferentes”, entende.

Na Horta, no entanto, entende que as suas dificuldades são um pouco maiores, e lamenta não ver alterações a cada vez que cá volta para passar férias. “Na Avenida, por exemplo, não existem muitas passadeiras onde os passeios sejam rebaixados. As raízes das árvores também são um problema, de tal modo que em certas alturas não consigo mesmo andar no passeio, e tenho de passar para a estrada”, exemplifica.

As intervenções necessárias à eliminação das barreiras arquitectónicas são, regra geral, simples e pouco dispendiosas. Tendo isto em conta, Sílvio entende que o que falta mesmo é “um pouco mais de sensibilidade” por parte das pessoas responsáveis. A este respeito, recorda uma iniciativa levada a cabo em Santa Maria da Feira: “Desafiaram os presidentes de câmaras e de juntas de freguesia, entre outras pessoas com responsabilidades na área, a sentarem-se numa cadeira de rodas e a tentarem circular pela cidade. Só dessa forma é verdadeiramente possível compreender as dificuldades que as pessoas com mobilidade reduzida enfrentam”, entende.

Leia a reportagem completa na edição impressa do Tribuna das Ilhas de 12.11.2010

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