A Comissão Política da Ilha do Faial não está satisfeita com as intervenções da Câmara Municipal na Avenida 25 de Abril. Em comunicado enviado às redacções, os social-democratas defendem que desde há muito tempo que aquele espaço necessita de “uma intervenção global e integrada devidamente estudada e capaz de potenciar o desenvolvimento da cidade na sua dimensão social e económica e do estreitamento da nossa relação com o mar”.
Para o PSD/Faial, essa intervenção não é feita devido a “desculpas e contradições” das Câmaras socialistas. Os social-democratas condenam o que consideram ser a “desresponsabilização” da Câmara da Horta, ao adiar intervenções previstas para a Avenida invocando o facto do Governo Regional pretender avançar com o reordenamento da marginal da cidade no contexto da obra do reordenamento do porto. No comunicado, o presidente da Comissão Política do Faial, Luís Garcia, lembra que, em Junho de 2008, o actual presidente da Câmara Municipal da Horta, após uma audição com o Secretário da Economia, em Junho de 2008, anunciou que o Governo iria fazer um “estudo prévio para a frente mar da cidade da Horta”, o que até hoje não aconteceu.
Para os social-democratas, a estratégia encontrada pela autarquia para a Avenida passa pela realização de “pequenas intervenções desconexas, parcelares e sem um projecto unificador”. “Algumas delas tiveram até mesmo o condão de terem contribuído mais para destruir a imagem urbana da Avenida Marginal do que para requalificá-la. Recorde-se, a propósito, a peregrina transformação de um espaço nobre em parque de estacionamento quando a preocupação estratégica devia ser a de libertar aquele espaço de carros e devolvê-lo aos peões e à criação de espaços dignos para lazer e fomento económico”, considera Garcia.
As intervenções levadas a cabo na Avenida pela empresa municipal UrbHorta durante o último ano são anunciadas como terceira e última fase. Ora, os social-democratas acreditam que “poucos faialenses se lembram dessas fases e muito menos dos seus benefícios”.
“Para esta Câmara não há planeamento. Para esta Câmara faz-se hoje para amanhã eventualmente destruir. É assim que se gastam os poucos recursos existentes!”, condena o PSD.
Ainda de acordo com o comunicado, os vereadores do PSD na Câmara Municipal da Horta terão solicitado há cerca de seis semanas o projecto da intervenção que está a ser feita, sendo que este ainda não lhes foi apresentado. Nesse sentido, o PSD condena a atitude da Câmara, ao ter cedido à comunicação social a planta geral da intervenção, sem ter tido “a delicadeza e o respeito democrático de primeiro ter facultado aos vereadores do PSD aquilo que há muito solicitaram”.
