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04
janeiro

A Menina dos Fósforos

Escrito por  Nuno Avelar
Publicado em Local
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Os utentes do Centro de Actividades Ocupacionais da Horta levaram a cabo, terça-feira, na Biblioteca João José da Graça, a encenação do conto “A Menina dos Fósforos” de Hans Christian Andersen.

A assistir à peça esteve uma plateia cheia de alunos do 4.º ano do ensino básico da cidade da Horta.

De acordo com a responsável Lurdes Oliveira, esta iniciativa tem como objectivo primordial a valorização das capacidades da pessoa com deficiência bem como a inter relação com a comunidade.

“Estudámos vários contos nas aulas de alfabetização e, depois de estudado resolvemos avançar” – explica Lurdes Oliveira.

Este conto relata a história de uma menina pobre que anda na rua na noite de Natal e que observa um Natal inacessível para ela. No final temos uma menina feliz.

“Era véspera de Ano Bom. Fazia um frio intenso; já estava escurecendo e caía neve (…) uma menina, descalça e de cabeça descoberta, vagava pelas ruas (…) levava no avental velhinho uma porção de pacotes de fósforos e tinha na mão uma caixinha: não conseguira vender uma só em todo o dia, e ninguém lhe dera esmola (…)”

“Assim, morta de fome e frio, ia se arrastando penosamente, vencida pelo cansaço e o desânimo - a estátua viva da miséria. (…) Via, pelas janelas das casas, as luzes que brilhavam lá dentro; vagava na rua um cheiro bom de pato assado - era a véspera do Ano Bom - isso sim, não o esquecia ela. (…) Tinha as maozinhas tão geladas... estavam duras de frio. Quem sabe se acendendo um daqueles fósforos pequeninos, sentiria algum calor? Se se animasse a tirar um ao menos da caixinha, e riscá-lo na parece para acendê-lo...

(…)  Deu uma chama quente, bem clara, (…) pareceu-lhe logo que estava sentada diante de uma grande estufa, de pés e maçanetas de bronze polido. Ardia nela um fogo magnífico, que espalhava suave calor. E a meninazinha ia estendendo os pés enregelados para aquecê-los e... crac! Apagou-se o clarão! (…) Riscou outro. Onde batia a sua luz, a parede tornava-se transparente como a gaze, e ela via tudo lá dentro da sala. Estava posta a mesa, e sobre a toalha (…) um belo pato assado, recheado de maçãs e ameixas. (…) No mesmo instante acabou-se o fósforo, e ela tornou a ver somente a parede nua e fria, na noite escura. Riscou outro fósforo, e àquela luz resplandecente, viu-se sentada debaixo de uma linda árvore de Natal. (…) Então... apagou-se o fósforo. (…) Agora ela acedeu outro fósforo; e desta vez foi a avó que lhe apareceu, a sua boa vovó, sorridente e luminosa, no esplendor da luz. 
- Vovó! - gritou a pobre menina - Leva-me contigo... Já sei que quando o fósforo se apagar, tu vais desaparecer, como se sumiram a estufa quente, e o rico pato assado, e a linda árvore de Natal! (…)



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