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Nos últimos tempos, várias têm sido as ocasiões em que os social-democratas faialenses têm vindo a público denunciar o que consideram ser a dualidade de critérios do Governo dos Açores na distribuição do investimento público na Região. Desta feita, o que motivou as críticas do PSD/Faial foi a decisão do Executivo Regional de não adjudicar o concurso público internacional para a aquisição da identidade visual e exibição multimédia do Aquário Virtual em construção no Faial.
Numa conferência de imprensa que decorreu na manhã de hoje na sede do partido, os social-democratas faialenses lamentaram esta decisão do Governo Regional, que entendem como uma dupla penalização para os faialenses, não apenas pelo atraso na conclusão da obra – que tinha sido anunciada para o Verão de 2008 – mas também pelo facto de significar uma alteração no programa pensado para a estrutura, que ficará “mais pobre e muito inferior” em relação ao inicialmente projectado.
Ao PSD/Faial também não caíram bem as declarações do director regional do Ambiente, o faialense João Bettencourt, que disse à Agência Lusa que as propostas apresentadas no âmbito do referido concurso público eram demasiado caras, ultrapassando um milhão de euros. “O que achará aquele director regional dos 12 milhões de euros que se prevê que irá custar o Centro de Arte Contemporânea e que irá avançar em São Miguel?”, questionaram os social-democratas, para quem esta situação ilustra a dualidade de critério do Executivo Regional.
Luís Garcia entende que devem ser definidos critérios para a distribuição do investimento público, que depois sejam aplicados de igual forma em todas as ilhas. Para o líder do PSD/Faial, é inaceitável que os critérios definidos pelo Governo Regional para o investimento público só sejam aplicados “a alguns e em algumas circunstâncias, levando a grandes disparidades e injustiças que penalizam sempre os mesmos”. Tendo isso em conta, os social-democratas apelam a uma intervenção das forças vivas da ilha: “Está na hora de dizer ‘Basta!’”, frisa Luís Garcia, entendendo que o Faial tem assistido a “cancelamentos a mais”. O adiamento da segunda fase da Variante, a suspensão do Estádio Mário Lino e a não concretização do Campo de Golfe, entre outras, são para o PSD exemplos da forma discriminatória como o Executivo Regional trata a ilha do Faial.
“Somos os primeiros a defender que em tempos de especiais dificuldades temos de ser acrescidamente selectivos na escolha dos investimentos e dar prioridade aos que potenciam impactos positivos no emprego e no desenvolvimento económico. Mas exigimos que essas regras e esses critérios se apliquem de forma igual para todas as ilhas. É que parece que só no Faial é que há investimentos não estruturantes e não reprodutivos e que, por isso, só no Faial o Governo Regional corta por causa da crise”, entendem.