Decorreu ontem no Centro do Mar, a assinatura do protocolo de cooperação “Programa Bandeira Azul 2011”, entre a Região e a Associação Bandeira Azul da Europa. Na ocasião, Frederico Cardigos, director regional do Ambiente e do Mar, salientou a importância deste galardão para os Açores, uma vez que o mesmo confere “visibilidade e prestígio” à Região, sendo um alerta da qualidade das suas águas para os visitantes.
Neste momento, a Região possui 25 galardões em zonas balneares, e outros cinco em marinas, todos distribuídos por São Miguel, Terceira, Faial e Santa Maria. Cardigos considera que existem condições para aumentar este número, até porque nas ilhas do Pico, São Jorge e Graciosa já foram envidados esforços com vista a uma candidatura.
O protocolo agora assinado define as obrigações de ambas as partes, associadas ao Programa. O nível de exigência para com as zonas que aspiram ao galardão é bastante elevado: as zonas balneares devem cumprir 27 critérios, 23 dos quais são imperativos para a atribuição do galardão. Quanto às marinas, são tidos em conta 22 critérios, 18 dos quais de cumprimento indispensável. Fazer face a estas exigências nem sempre é fácil, e requer determinados recursos financeiros. A ausência de nadadores salvadores, por exemplo, é um obstáculo à obtenção do galardão. No entanto, Frederico Cardigos entende que as entidades gestoras das zonas balneares e marinas já perceberam que a Bandeira Azul traz vantagens que se repercutem em retorno financeiro.
A Campanha da Bandeira Azul iniciou-se a nível europeu em 1987, altura em que se comemorou o Ano Europeu do Ambiente. Tem por objectivo consciencializar os cidadãos para a necessidade de proteger o ambiente marinho e costeiro e incentivar à resolução dos problemas aí existentes. A Bandeira Azul é um certificado de qualidade ambiental que distingue o esforço de diversas entidades no sentido da melhoria do ambiente marinho, costeiro, fluvial e lacustre, sendo atribuída anualmente às zonas balneares e marinas que cumpram um conjunto critérios nas áreas de educação ambiental e informação, gestão e segurança, qualidade da água e meio costeiro.
Em Portugal, a organização deste programa cabe à Associação Bandeira Azul da Europa. Na Região, onde o programa foi implementado em 1988, este é coordenado pela Secretaria Regional do Ambiente e do Mar.
