Esta semana marcou presença na ilha do Faial uma comitiva vinda da cidade-irmã de New Bedford, nos Estados Unidos da América, através do Museu do Baleeiro.
A comitiva, constituída por 22 elementos, integrou directores do Museu de New Bedford, investidores, artistas e personalidades ligas à Universidade de Harvard. Desta forma, estas pessoas procuraram aproveitar a época baixa para visitar os Açores, numa lógica de turismo cultural que, entre outras coisas, passou pela visita a locais ligados às raízes da família Dabney no Faial.
Na manhã de ontem, a comitiva foi recebida nos Paços do Concelho pelo presidente da Câmara Municipal da Horta. Na ocasião, João Castro congratulou-se com a presença destes visitantes na ilha, lembrando a estreita relação de amizade que une a cidade faialense a New Bedford. Além do simbolismo que advém da cidade de origem da comitiva, o edil frisou a importância o facto destas pessoas estarem no Faial numa lógica de turismo cultural. Segundo João Castro, este é um bom exemplo de que se pode fazer turismo cultural de qualidade no Faial.
No Salão Nobre dos Paços do Concelho, o presidente da autarquia falou aos visitantes da importância ímpar da família Dabney para a Horta, principalmente pelo facto de ter sido ela o ponto de partida para a ligação entre os baleeiros de New Bedford e o arquipélago dos Açores.
Por sua vez, Gurdon B. Wattles, um dos directores do Museu do Baleeiro que integrava a comitiva, agradeceu a calorosa recepção da autarquia faialense, e visitantes e anfitriões trocaram lembranças.
Depois, a comitiva seguiu para o Cemitério do Carmo, para visitar o talhão dos Dabney, onde estão 14 campas daquela família, pertencentes a três gerações.
A riqueza da história das ilhas, das suas tradições e do seu património são alguns indicadores que os Açores têm bastante potencial para ser aproveitado numa lógica de turismo cultural. Esta componente da actividade turística traz algumas vantagens, principalmente pelo facto de poder ser uma boa oportunidade para rentabilizar os períodos de época baixa no que a turismo convencional diz respeito.