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06
junho

Projecto “Pinta o Futuro” é para continuar

Escrito por  Marla Pinheiro/fotos: Susana Garcia
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Foi com muita correria e animação que os 25 alunos de uma das turmas da Escola Básica do Pasteleiro levaram hoje a cabo a última de dez actividades no âmbito do projecto “Pinta o Futuro”. Trata-se de uma iniciativa da autarquia, em colaboração com a Associação de Pais e Amigos dos Deficientes da Ilha do Faial (APADIF), com a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens e com a Escola Básica Integrada da Horta. Este foi um projecto-piloto, implementado a em Outubro de 2010, e que ao longo do ano lectivo que está a chegar ao fim promoveu junto das crianças várias sessões temáticas, sobre a higiene corporal e dentária, as emoções e a assertividade.

Esta iniciativa vem na sequência do Plano Municipal de Prevenção das Dependências, e visa promover junto dos mais novos o desenvolvimento sócio-afectivo e os comportamentos saudáveis.

Na ocasião, a autarquia formalizou também um protocolo de cooperação social com a APADIF, ao abrigo do qual esta instituição continuará a dinamizar actividades no âmbito do Plano de Prevenção das Dependências – Prevenção Primária, entre as quais o projecto “Pinta o Futuro” que, de acordo com José Fialho, presidente da APADIF, deverá ser alargado a mais crianças no próximo ano lectivo. Para além deste projecto, o protocolo celebrado entre a Câmara Municipal da Horta (CMH) e a APDIF prevê ainda a formação de animadores de rua, a execução de uma campanha de sensibilização e um programa para o fortalecimento de famílias.

José Fialho mostrou-se satisfeito com o sucesso desta iniciativa: “este ano lectivo deve ser um exemplo e um incentivo para o próximo ano”, referiu.

Também o presidente da CMH se congratulou com o projecto. João Castro salientou que o Plano Municipal de Prevenção das Toxicodependências permitiu à autarquia perceber que a aposta na prevenção precoce é a melhor receita de sucesso nesta área: “a intervenção em idades mais precoces, de forma mais concertada entre entidades e de uma óptica preventiva é a mais eficaz”, considerou, entendendo por isso que as intervenções junto da comunidade escolar, como esta, são muito importantes.

João Castro apelou ainda a que a dimensão geográfica do Faial possa ser usada como vantagem no combate às toxicodependências: “somos todos vizinhos, toda a gente se conhece, e isso não permite a indiferença”  em relação a situações de risco de que cada pessoa possa ter conhecimento.

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