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28
setembro

Centro de Interpretação dos Capelinhos acessível a invisuais

Escrito por  Marla Pinheiro/fotos: Susana Garcia
Publicado em Local
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A 27 de Setembro de 1957 a erupção do Vulcão dos Capelinhos mudou para sempre a vida dos habitantes do Capelo, e a ilha do Faial. Foi um duro golpe para a demografia da ilha, que viu a sua população reduzida para metade devido à emigração, com a abertura das fronteiras dos Estados Unidos para receber os sinistrados do Vulcão. Hoje, 54 anos depois, a realidade é diferente: o Vulcão marca a paisagem da ilha, assumindo-se como um dos seus principais pontos turísticos, potenciado pelo seu Centro de Interpretação, visitado todos os anos por cerca de 25 mil turistas. Na data em que se assinala simultaneamente o 54.º aniversário da erupção e o Dia Mundial do Turismo, o Centro passa a estar acessível a ainda mais pessoas, com a instalação de um circuito de apoio aos visitantes invisuais.

O Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos é o primeiro na Região a ser equipado com um circuito de apoio a invisuais. Este surgiu do empenho conjunto do Executivo Regional e da Associação de Pais e Amigos da Ilha do Faial (APADIF). Vanda Ângelo foi a principal responsável pela execução e, na noite de ontem, deu a conhecer este circuito durante as comemorações do 54.º aniversário da erupção.

O procedimento é bastante simples: foi colocada uma sinalética especial no chão que, em conjunto com um guia e com legendas em braille, permite aos cidadãos cegos fazerem uma visitada autónoma ao Centro, acompanhados apenas da bengala ou do cão guia.

Frederico Cardigos, director regional dos Assuntos do Mar, congratulou-se com o sucesso desta parceria com a APADIF, que permitiu tornar o Centro de Interpretação ainda mais acessível. O facto de se tratar de um processo de relativamente fácil execução faz com que agora a tutela sinta a responsabilidade de o alargar a todos os Centros de interpretação ambiental da Região. O próximo Centro a ficar mais acessível será o Jardim Botânico do Faial.

Tributo a John F. Kennedy

Na celebração do 54.º aniversário da erupção do Vulcão foi também inaugurada uma placa toponímica na estrada que dá acesso ao Centro de Interpretação dos Capelinhos, com o nome de John F. Kennedy. Trata-se de uma homenagem ao antigo presidente dos Estados Unidos da América, que por altura do Vulcão era senador do Massachusetts, e foi um dos grandes impulsionadores da abertura das fronteiras daquele país aos faialenses.

Na ocasião, o presidente da Câmara Municipal da Horta, João Castro, recordou precisamente o impacto que o vulcão teve na demografia faialense, e congratulou-se com esta homenagem a Kennedy. Também o director regional dos Assuntos do Mar destacou a importância deste acto simbólico, que representa o “fechar do ciclo” das comemorações do 50.º aniversário do Vulcão, que tiveram como ponto alto a inauguração do Centro de Interpretação.

Capelo homenageia elementos da Tuna de 1961

Em simultâneo com o aniversário do Vulcão dos Capelinhos, o Capelo assinalou o seu Dia da Freguesia. Com 411 anos de existência, aquela freguesia faialense escolheu por esta altura homenagear os elementos que, em 1961, formavam a Tuna do Capelo, com destaque para Tomás Pacheco da Rosa e Manuel Maciel, que em diferentes momentos lideraram o agrupamento.

A presidente da Junta de Freguesia do Capelo, Ana Paula Oliveira, salientou a importância deste agrupamento, que surgiu numa altura em que os habitantes do Capelo regressavam às suas casas e tentavam recomeçar as suas vidas após o Vulcão.

Na sessão solene comemorativa do aniversário da freguesia do Capelo foi exibido um filme da responsabilidade daquela autarquia local sobre a Tuna do Capelo, que em 1961 gravou a interpretação de uma música para as rádios Asas do Atlântico e Rádio Clube de Angra.

Nesta sessão solene interveio também o director regional dos Assuntos do Mar, em representação do Governo dos Açores. Frederico Cardigos apelou a que, na situação de crise que actualmente se vive, a freguesia do Capelo possa ser entendida como um exemplo: “em situações de dificuldades, olhemos para o exemplo do Capelo e da ilha do Faial. Urge aprender com o exemplo de tenacidade, coragem, solidariedade e inteligência e, mais uma vez, transformar problemas em oportunidades.” O director regional aproveitou ainda a ocasião para salientar o trabalho que actualmente está a ser feito em relação às Termas do Varadouro, com o Executivo Regional a proceder à expropriação de terrenos, procedimento necessário a uma posterior requalificação daquela infra-estrutura.

Também o presidente da Câmara Municipal da Horta recordou o impacto do fenómeno migratório gerado pelo Vulcão, e a forma como a freguesia de recompôs. Para João Castro, o Capelo é um exemplo da forma como o Faial pode crescer de forma sustentável e equilibrada. A este respeito, o autarca destacou a atenção que tem sido dada àquela freguesia pela Câmara e pelo Governo Regional, nomeadamente através de investimento nas acessibilidades e em vários equipamentos.

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