Foi apresentado esta manhã, na Horta, o Plano Regional de Educação e Sensibilização Ambiental dos Açores (PRESAA). Trata-se de uma iniciativa do Governo dos Açores, que vai ao encontro da prioridade concedida às políticas de educação e sensibilização ambiental.
Com um período de implementação de 12 anos, o PRESAA só arrancará oficialmente em 2012, prolongando-se até 2024. No entanto, 2011 funcionará com um “ano zero”, durante o qual serão limadas estratégias, através de uma articulação entre as entidades oficiais e as organizações não-governamentais, as autarquias, as escolas, as empresas, em suma, toda a sociedade.
De acordo com Carla Silva, responsável pela apresentação do plano, a escolha deste espaço temporal não foi inocente: a ideia é que o PRESAA, que pretende colocar grande tónica na educação ambiental nas escolas, consiga influenciar toda uma geração de crianças açorianas. “Por uma geração com espírito verde” é, por isso, o mote do projecto, que irá contemplar também estratégias de sensibilização ambiental junto da população activa.
No PRESAA ficarão integrados os vários programas ambientais que já se desenvolvem na Região, o SOS Cagarro, o Açores Entre Mares ou o Eco-freguesias.
Na Região, existem dois grandes desafios no que ao ambiente diz respeito: são eles o combate à flora invasora e, principalmente, a gestão dos resíduos. De acordo com o secretário regional do Ambiente e do Mar – departamento governamental que tutela o PRESAA -, é precisamente esta a área em que a Região mais investe, em termos ambientais. O PRESAA deverá, por isso, ser um instrumento que sensibilize os açorianos para a importância da recolha selectiva de resíduos, por exemplo.
Falando aos jornalistas no final da apresentação, Álamo Meneses lembrou que “a educação ambiental é, desde há muito, um dos pilares fundamentais da actividade do Governo Regional”. De acordo com o secretário regional da tutela, o que se pretende com o PRESAA é “criar uma estrutura mais coordenada e aberta”, em que o Executivo possa contar não apenas com as organizações não-governamentais na área do ambiente, mas também com parceiros das várias actividades económicas onde as questões ambientais são importantes, e com as autarquias. Estas têm, de acordo com Meneses, um papel “fundamental”, já que o PRESAA dá particular atenção à problemática dos resíduos, área onde as autarquias estão envolvidas.
Segundo o governante, o PRESAA resulta precisamente de uma estreita colaboração entre a tutela e os diversos parceiros, que enviaram propostas para a sua concretização. No entanto, o facto do plano estar concluído não significa que não sejam bem vindos mais contributos para o melhorar. É que, como refere Álamo Meneses, trata-se de “um plano aberto, que está sempre pronto para receber contributos”.
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