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17
novembro

Zimodas chega a São Miguel

Escrito por  Marla Pinheiro
Publicado em Local
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Em 1980 Elzira Veríssimo abria no Faial a primeira Zimodas. O sucesso da boutique foi imediato, e mais tarde expandiu-se para o Pico (mercado ande actuou durante cerca de duas décadas) e, já na década de 90, abriu uma segunda loja na ilha do Faial. Ao longo destes últimos 30 anos, a Zimodas foi-se afirmando como uma das referências do comércio tradicional da cidade da Horta no que ao vestuário diz respeito. Produtos de qualidade e um atendimento personalizado e centrado no interesse e bem-estar do cliente são, para Elzira, o segredo do sucesso. Agora, numa altura em que a crise leva alguns empresários a contraírem a sua actividade ou mesmo a fechar portas, Elzira faz-se valer da veia empreendedora que a fez começar do zero há 30 anos no Faial, e lança-se a um mercado mais competitivo. Este domingo, a Zimodas abre a sua primeira loja em São Miguel.

Em vésperas de inauguração, Elzira Veríssimo e a sua equipa não param em ramo verde para tratar dos últimos detalhes antes do grande dia. Com Guido Simas - o seu “braço direito”, como lhe chama – em Ponta Delgada a ultimar as montras da nova loja, Elzira divide o tempo e a atenção entre o Faial e o novo espaço em São Miguel. No escritório da loja da Conselheiro Medeiros, entre papéis, cabides, roupas e manequins, explica ao Tribuna das Ilhas como é que, em tempos de crise, se decidiu aventurar a abrir uma loja na maior ilha do arquipélago: “muitas pessoas de São Miguel que passam aqui compram artigos. Eu ficava admirada, precisamente por virem de uma ilha maior, mas elas diziam-me sempre que gostavam muito dos artigos da Zimodas, e que eu devia abrir uma loja em Ponta Delgada. Foi essa motivação dos clientes que me levou a fazê-lo”, conta.

A nova loja, com seis montras e um espaço amplo, é uma grande aposta que Elzira não se coibiu de fazer apesar da crise: “o espaço fica no centro da cidade, na antiga Cinderela”, conta, visivelmente entusiasmada.

Neste projecto, da ideia à acção foi um saltinho. A empresária conta que no dia 5 de Outubro foi a São Miguel observar a actividade comercial na ilha, e a decisão ficou tomada: “cheguei à conclusão de que haveria espaço para o meu artigo”, explica. Depois de escolhido o espaço, iniciaram-se as obras, foi necessário voltar ao continente, a Paris e Madrid para escolher artigos e, pouco mais de um mês depois, a loja está pronta para abrir ao público.

A festa de inauguração da Zimodas em Ponta Delgada está agendada para a noite de amanhã, no Ateneu Comercial de Ponta Delgada, espaço que fica na proximidade da nova loja. A palavra de ordem para descrever o evento é glamour, ou não fosse este da responsabilidade de Elzira e Guido. Jovens vestidas com trajes da loja, violinos na banda sonora e champanhe para celebrar a nova etapa na vida da empresa prometem mostrar aos micaelenses a imagem de marca da Zimodas.

Quanto ao futuro, Elzira não quer pensar na crise: “sou uma mulher de fé, e estou muito feliz com o que estou a fazer. Já sinto a crise, é certo, mas mesmo assim levantei a cabeça e vou abrir esta loja. E a crise vai passar!”, diz, optimista.

Além disso, Elzira está convicta de que mesmo em tempos de crise, o artigo certo, com qualidade e adequado ao gosto do cliente tem procura.

Aos jovens empresários que estão a arrancar a sua actividade no Faial, esta “veterana” deixa alguns conselhos: “tenham muito cuidado nesta altura, é certo, mas não baixem os braços! Pensem que, se tiverem a certeza daquilo que querem fazer, devem avançar cautelosamente, com muita dedicação e trabalho, e sempre atentos ao que se passa à nossa volta”.

A Elzira que se prepara para abrir uma loja em São Miguel é bem diferente da Elzira que, com 10 anos, teve de deixar os estudos para ir trabalhar de modista na cidade da Horta. A empresária confessa que ainda hoje não perde o gosto pela costura, e orgulha-se do seu talento para esta área de negócio, que em parte se deve precisamente à sua formação de costureira.

A procura pela novidade leva-a às grandes cidades europeias para escolher as suas colecções. Elzira reconhece que o isolamento do Faial torna a sua actividade mais difícil, mas não se imagina a fechar a loja na ilha azul e a partir para outras paragens: “gosto de viver no campo e encontrar as pessoas mais velhas, que ainda se lembram dos meus tempos de moça, e que se despedem de mim com um ‘haja saúde’. Gosto muito mais de ouvir um ‘haja saúde’ que um ‘tchau’”, confidencia com uma gargalhada. Além disso, os clientes faialenses são especiais: “tenho clientes que são verdadeiros queridos meus. Em algumas famílias que já atendi pais e filhos, vendi a roupa para ocasiões especiais, como casamentos, comunhões…”, conta.

Por tudo isto a marca Zimodas vai passar agora a estar com um pé na Horta e outro em Ponta Delgada, e Elzira promete que vai continuar a organizar eventos de moda no Faial. O próximo desafio é o Dia das Montras, onde a Zimodas promete marcar a diferença tanto no Faial como em São Miguel.

 

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