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O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, considera que não se justifica ampliar a pista do Aeroporto da Horta devido ao elevado custo da obra e ao sobredimensionamento daquela estrutura aeroportuária.
Numa carta enviada à Assembleia da República em resposta a um requerimento dos deputados do PSD eleitos pelo círculo dos Açores, o ministro recorda que a ANA, empresa que gere o Aeroporto da Horta, não vê "necessidade de serem alteradas" as condições de exploração.
Álvaro Santos Pereira acrescenta que, na perspectiva da ANA, o Aeroporto da Horta está "sobredimensionado para o tráfego que o demanda", possuindo instalações que registam uma "ocupação de 10 por cento, longe dos
O PSD Faial convocou os jornalistas para uma conferência de imprensa onde manifestou o seu desagrado face a esta situação e onde desafiou governo açoriano “a assumir ampliação da pista da Horta”
Luís Garcia afirmou discordar “totalmente do conteúdo da resposta dada pela República” mas lembrou “que está mais do que na hora de se cumprir a promessa que Carlos César fez em 2004, nos Flamengos”.
“O presidente do governo assumiu que, caso a ANA e o governo da República não avançassem com a obra de ampliação da pista, seria o executivo regional que a eles se substituiria, assumindo a mesma”, recordou o social-democrata que acrescentou ainda “o problema é que, depois desta declaração, Carlos César e o governo optaram pelo refúgio em desculpas externas à Região para adiar a sua efectiva participação no investimento e nos moldes que ele próprio prometeu”.
“Deve se avançar com a ampliação da pista, mas para isso é essencial o envolvimento efectivo do governo regional, que deve assumir esse objectivo e liderar o investimento, procurando as necessárias parcerias para o seu financiamento”, avançou.
O Governo dos Açores, por sua vez, “considera muito importante que o Ministério da Economia estabeleça uma calendarização para a concretização da ampliação da pista do aeroporto da Horta”.
A afirmação é de Vasco Cordeiro, Secretário Regional da Economia, que garantiu ainda que o executivo regional “continuará a insistir no sentido de ser tomada uma decisão e no sentido da sua realização”.
Vasco Cordeiro, questionado sobre a indisponibilidade do Ministério da Economia para avançar com esse investimento, garantiu que “o Governo dos Açores não desiste dessa obra, compreende a posição do senhor Ministro da Economia, mas julgamos que é necessário que seja concretizada uma calendarização, ou que seja tomada uma decisão, e não a argumentação de que uma ampliação de