
A Câmara Municipal da Horta (CMH) decidiu alterar o esquema de recolha de resíduos sólidos urbanos. Uma das razões que justifica esta medida é a redução de custos, de acordo com o que disse ao Tribuna das Ilhas o vice-presidente da autarquia, José Leonardo Silva. A grave crise económico-financeira que atinge o país impõe a urgente necessidade de adoptar medidas estritas de contenção de despesa. Para além da alteração na recolha do lixo, a CMH está também a proceder a uma gradual redução na iluminação pública e ao corte na aquisição de material, para que não seja necessário cortar no investimento.
Desde o passado dia 6 de Fevereiro que a Câmara Municipal da Horta, através da Divisão de Serviços Municipais e Ambiente, iniciou um novo sistema de recolha de resíduos urbanos no concelho.
As alterações estendem-se a todas as freguesias e verificam-se quer ao nível dos resíduos orgânicos (lixo comum), quer no que respeita à recolha selectiva de lixo. José Leonardo Silva, responsável por este pelouro, reforça que estas alterações não se devem apenas à diminuição de custos, mas também têm em vista uma optimização dos serviços de recolha.

O vice-presidente da CMH começou por afirmar que uma das alterações se deu ao nível da recolha dos monstros domésticos, que era feita à quarta-feira e neste novo circuito é efectuada à segunda-feira: “as pessoas aproveitam o fim-de-semana para fazer limpeza e deitar o lixo fora e verificámos que esses monstros ficavam muito tempo junto aos contentores, por isso optámos por fazer a sua recolha à segunda-feira”, justifica.
Outra das alterações foi a redução de três recolhas semanais para duas, nas freguesias dos Flamengos, Feteira, Castelo Branco e Capelo, que agora passam a ver o lixo recolhido às segundas e sextas-feiras. No que diz respeito às restantes freguesias rurais, o circuito não sofreu alterações e mantém as duas recolhas, às terças e quintas-feiras.
A cidade também foi alvo de mudança. A recolha, antes feita diariamente, passou agora a ser apenas à segunda, quarta, sexta e sábado.
José Leonardo reforçou, no entanto, que, “estas mudanças, são para já, para o período de Inverno”, garantindo que no Verão a recolha pode ser aumentada, caso disso haja necessidade. O responsável não vê estas medidas como definitivas: “se verificarmos que não estão a ser adequadas e que as temos de alterar, vamos fazê-lo”, diz.
Leia esta reportagem completa na Edição impressa do Tribuna das Ilhas do dia 17 de Fevereiro de 2012