
52 jovens deputados de 26 escolas da região estiveram reunidos na sua sessão plenária de 2012 hoje 12 de Março, que decorreu, nada mais nada menos, do que no Parlamento Açoriano na cidade da Horta.
O tema em agenda era aliciante e por entre projectos de recomendação e debates na especialidade, supervisionados pela Deputada da Assembleia da República, Lídia Bulcão e pelo Director Regional da Juventude, Bruno Pacheco, estes jovens discutiram a importância e consequências da utilização das redes sociais.
O Director Regional da Juventude exortou os jovens açorianos a criarem “dinâmicas de participação” a partir das suas escolas utilizando as redes sociais.
Ao Tribuna das Ilhas Bruno Pacheco disse que “nos dias de hoje estamos a presenciar uma alteração rápida e muito forte ao nível dos mecanismos e dos meios de participação na sociedade, onde as redes sociais possuem um papel determinante. Enquanto cidadãos podemos, através de uma rede social provocar uma série de fenómenos, motivações ou energias em prol de um determinado objectivo. O facto deste assunto estar a ser debatido hoje na nossa assembleia tem a ver com o facto de ser necessário passar a mensagem de que os meios tradicionais devem se incorporar e procurar em si as novas formas de actuação. É absolutamente legitimo que, quer a Assembleia Legislativa, quer o próprio governo tenham em conta e formas de ouvir os cidadãos através das redes sociais e da web
Pacheco entende que é necessário promover uma “melhor mobilização e melhor empenho” dos jovens para que usem essas redes para algo de útil à sociedade, sem esquecer, porém, “que o nosso mundo não é uma rede social virtual. O nosso mundo é uma rede social física, em que as pessoas se conhecem e interagem. Contudo, as redes sociais vêm dar aqui outros instrumentos que há alguns anos atrás não existiam”, concluiu aquele responsável.
Bruno Pacheco assume que também existem desvantagens no que à utilização das novas tecnologias diz respeito: “insultos, perseguições, cyber bulling também existem no mundo físico… o que acontece na Internet tem outra expressão porque é mais visível e a partir de um click podemos partilhar uma série de informações. Nesta balança entre o deve e o haver, entre os perigos e as benesses obviamente que temos consciência de que o saldo é muito mais positivo do que negativo e há é que adoptar um conjunto de regras de conduta, as chamadas nettiquette, para que não haja dissabores.”
O director regional da juventude sublinhou ainda o facto do número de escolas participantes neste plenário ter duplicado em relação ao ano passado, “isto demonstra claramente uma maior abertura por parte da comunidade escolar que está muito mais motivada para a participação cívica e para a participação em projectos fora da escola. Significa também que começamos a ter uma consciência por parte dos professores, agentes motivadores deste projecto, de que a educação não se faz apenas dentro da sala de aulas”.
A sessão nacional do Parlamento dos Jovens do ensino secundário, a realizar dias 28 e 29 de Maio no hemiciclo da Assembleia da República, contará com a participação de jovens de quatro escolas dos Açores, que serão eleitos hoje na Horta.
O programa Parlamento dos Jovens é uma iniciativa da Assembleia da República dirigida aos jovens do Ensino Básico (2.º e 3.º ciclos) e do Ensino Secundário, que culmina com a realização de duas sessões nacionais no hemiciclo de São Bento.
Esta iniciativa, que conta com o apoio do Governo dos Açores, através das Direcções Regional da Juventude e da Educação e Formação, tem como objectivos incentivar o interesse dos jovens pela participação cívica e política e sublinhar a importância da sua contribuição para a resolução de questões que afectam o seu presente e o futuro individual e colectivo, fazendo ouvir as suas propostas junto dos órgãos do poder político.
Dar a conhecer o significado do mandato parlamentar e o processo de decisão das Assembleias da República e Regionais e incentivar as capacidades de argumentação na defesa das ideias, com respeito pelos valores da tolerância e da formação da vontade da maioria, são outros dos objectivos do Parlamento dos Jovens.
Recorde-se que já foram debatidos temas como “União Europeia: participação, desafios e oportunidades”, “Participação Cívica dos Jovens”, “A república” e “Que futuro para a educação”.