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16
abril

Exercício no Porto da Horta põe à prova administração portuária e forças de segurança

Escrito por  Marla Pinheiro/Fotos:Susana Garcia
Publicado em Local
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Com uma localização geoestratégica de extrema importância no Atlântico, o Porto da Horta assume uma posição de destaque nas rotas marítimas mundiais. Hoje, ameaças como o terrorismo, a pirataria ou o tráfico de pessoas e mercadorias são cada vez mais globais e, fazendo jus à sua importância, o porto faialense tem de estar preparado para qualquer ataque que ponha em causa a sua segurança. Nesse sentido, e dando cumprimento ao Código ISPS, assinado por quase todos os países do mundo após o 11 de Setembro, o porto faialense possui um Plano de Protecção que, entre outras coisas, determina a existência de um simulacro anual para testar a resposta das entidades responsáveis numa situação de emergência. Na manhã da passada sexta-feira foi realizado um desses exercícios, desta feita simulando uma ameaça de bomba.

Com o nome de código “Cruzeiro 2012”, o exercício realizado no Porto da Horta teve por objectivo testar os procedimentos de segurança definidos no Plano de Protecção do Porto da Horta, com destaque para a articulação entre a autoridade portuária e as restantes entidades envolvidas na segurança do porto.

De acordo com o coronel Pimentel Furtado, consultor da Certitecna e coordenador deste exercício, o cenário montado envolvia a explosão de uma bomba no porto comercial, da qual resultariam um morto e dois feridos graves, bem como a detecção de um segundo explosivo, antes do seu rebentamento. A presença do cruzeiro Sea Cloud II no Faial proporcionou que o exercício se focasse também na capacidade das entidades competentes em prestar apoio e garantir a segurança deste tipo de embarcações, numa ocorrência semelhante à do cenário montado.

Segundo Pimentel Furtado, o cenário do exercício não foi escolhido ao acaso, um vez que toda a acção consequente a uma ameaça como a simulada é comum àquela que seria desencadeada em outras situações de perigo.

Neste exercício participaram 11 entidades, desde a Portos dos Açores até ao Hospital da Horta, passando pelos Bombeiros Voluntários, PSP, GNR, Polícia Marítima, entre outros.

No final, Fernando Nascimento, presidente do Conselho de Administração da Portos dos Açores, fez um “balanço positivo” do simulacro, apesar de reconhecer terem sido detectados algumas falhas que serão tidas em conta na actualização do Plano de Protecção do Porto.

Igual balanço fez Pimentel Furtado, que apontou a coordenação entre as diversas autoridades envolvidas como o principal ponto fraco detectado neste exercício. “As pessoas não estão habituadas a trabalhar em conjunto”, referiu, destacando, por outro lado, a eficácia das diferentes entidades no que diz respeito às acções dependentes de cada uma em particular. Segundo o consultor, é precisamente a coordenação entre diferentes entidades que requer exercícios como este para ser melhorada: “só praticando é que se descobrem as falhas”, considerou.

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