O príncipe Alberto II do Mónaco esteve na Horta no passado fim-de-semana, onde assistiu à assinatura de um protocolo de cooperação entre o Instituto de Meteorologia Português (IMP) e o Museu Oceanográfico do Mónaco.

Na assinatura do protocolo, que decorreu na manhã de sábado, no Observatório Príncipe Alberto do Mónaco, o príncipe monegasco congratulou-se com a sua visita à ilha do Faial, salientando que a mesma era um reflexo da “cooperação renovada” entre o principado que governa e os Açores, cooperação essa que remonta ao tempo do seu trisavô, o príncipe Alberto do Mónaco, cuja dedicação aos estudos oceanográficos e meteorológicos o trouxe por diversas vezes à Região, em expedições científicas.

Na ocasião, o presidente do Instituto de Meteorologia recordou a colaboração do príncipe Alberto, que possibilitou a concretização do Posto Meteorológico do Faial. Frisando que, cada vez mais, “a vigilância do clima é vital”, Adérito Serrão lembrou a importância do trabalho científico desenvolvido pelo príncipe, que despoletou a cooperação entre o Mónaco e os Açores, cooperação essa que ainda hoje se mantém.

Também o presidente da Câmara Municipal da Horta, João Castro, aproveitou a ocasião para recordar alguns dos feitos científicos de Alberto do Mónaco, que, entre outras coisas, foi o responsável pela descoberta do Banco Princesa Alice, baptizado desta forma precisamente em homenagem a um dos barcos do príncipe, que faleceu em 1922, deixando um legado científico muito importante.
Alberto II descerrou ainda uma placa em homenagem ao seu trisavô.
Após a visita ao Observatório, Alberto II seguiu para o Aeroporto da Horta, onde embarcou no seu avião privado com destino aos Estados Unidos.

Antes da sua chegada ao Faial, na tarde de sexta-feira, o príncipe esteve em Lisboa, onde foi recebido pelo Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva.
Carlos César enaltece “ligação secular” luso-monegasca
Na sexta-feira, o Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos recebeu um jantar em homenagem ao chefe da Casa Grimaldi, oferecido pelo presidente do Governo Açoriano.
Na ocasião, Carlos César congratulou-se com a "ligação secular" que une os Açores ao Mónaco, e frisou a importância da sua preservação, principalmente numa altura em que, nas palavras do chefe do Executivo açoriano, a Região procura valorizar a sua "condição de região atlântica central", baseada num compromisso de "qualidade ambiental".

Carlos César referiu-se a esta visita do governante do Mónaco como "uma manifestação de reconhecimento pelo nosso passado e pelo nosso presente".
Num discurso em francês e português, o presidente do Governo enalteceu ainda a relação bilateral luso-monegasca, para a qual os Açores deram um contributo singular.
O jantar foi antecedido de uma visita ao Centro Interpretativo do Vulcão dos Capelinhos, no final da qual Carlos César e Alberto II trocaram lembranças.
Antes de rumar ao Capelo, o príncipe do Mónaco tinha estado na residência oficial do presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, onde foi recebido por Francisco Coelho e Carlos César.
Leia a reportagem completa na edição impressa do Tribuna das Ilhas de 16.04.2010