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11
setembro

TSD/Açores manifestam “discordância” com medidas de austeridade

Escrito por  Nuno Avelar
Publicado em Regional
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O presidente dos TSD/Açores manifestou hoje “discordância” com as medidas de austeridade anunciadas pelo governo da República, alegando que é preciso “impedir” que sejam apenas os trabalhadores e pensionistas a suportar os maiores sacrifícios.

“Percebemos que a crise em que o país mergulhou convocava medidas impopulares, duras, medidas nalguns casos mesmo dolorosas. É inevitável que assim seja, para que o futuro tenha futuro. Mas é preciso impedir, com firmeza e nobreza, que sejam os trabalhadores e os pensionistas, nomeadamente os que auferem baixos rendimentos, a suportar os maiores sacrifícios que hoje se exigem aos portugueses”, afirmou Joaquim Machado, em conferência de imprensa.

O dirigente social-democrata salientou que os trabalhadores e pensionistas, embora “percebam e estejam disponíveis para colaborar nessa tarefa patriótica de recuperar a solvência do país, já cumpriram a sua parte”.

“Chegou, portanto, a hora de cumprir essas metas com recurso a outros meios e outros sectores da sociedade e da economia nacionais.

O presidente dos TSD/Açores defendeu também que os açorianos não podem ser “duplamente penalizados pela herança que o PS e Sócrates deixaram”, considerando que o actual estado da economia regional já constitui “castigo demasiado pesado”.

“Nos Açores não podemos ser duplamente penalizados pela herança que o PS e Sócrates nos deixaram. Nas nossas ilhas, o flagelo do desemprego e o galopante custo de vida, da responsabilidade directa de Carlos César e do secretário da Economia Vasco Cordeiro, já são castigos demasiado pesados para os trabalhadores e os pensionistas e os jovens à procura do primeiro emprego”, disse.

Segundo Joaquim Machado, o PS/Açores “não pode ser parte da solução”, alegando que a governação socialista na Região e no país é a “razão do problema”.

“César e Cordeiro, amigos e camaradas de Sócrates, não podem ser parte da solução, quando foram a razão do problema. Para que aqui não sejam necessárias medidas semelhantes às que a República agora impõe, é preciso apostar com convicção na verdadeira mudança e alternativa que o PSD corporiza, com Berta Cabral”, afirmou.

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