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11
setembro

Panificações faialenses não querem aumentar o preço do pão

Escrito por  Nuno Avelar
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Em São Miguel e na Terceira já foi confirmada a subida do preço do pão resultante do aumento do preço da farinha.

Em São Miguel, o papo-seco aumentou de 13 para 14 cêntimos e o pão de 31 para 33 cêntimos.

O preço do pão não é uniforme na Região: o papo-seco, por exemplo, varia entre os 12 cêntimos em Santa Maria e os 16 na Terceira.

No Faial um papo-seco custa 15 cêntimos e assim se deverá manter, pelo menos é o que desejam os empresários da panificação com quem Tribuna das Ilhas conversou.

Humberto Goulart, proprietário da panificação Bico Doce, disse à nossa reportagem que “devido à conjuntura que atravessamos e ao aumento dos cereais ponderámos o aumento do preço do pão, todavia, mais uma vez atendendo ao período que atravessamos, vamos evitar ao máximo adoptar essa medida.”

De acordo com o empresário, “entendemos que as pessoas têm menos dinheiro e mais dificuldades e temos que fazer um grande esforço para não aumentar o preço do produto final”.

Humberto Goulart que é simultaneamente presidente da Câmara do Comércio e Indústria da Horta, adiantou que a mesa da panificação da CCIH está ligada à mesa da indústria, presidida por Marco Silva e que ainda não houve uma reunião para definir, em concreto, se existirá ou não aumento.

A única garantia de Goulart é de que “não queremos aumentar o pão porque é um bem de primeira necessidade para a população”.

Nas outras ilhas os empresários da área reclamaram os elevados custos associados ao combustível como um dos principais motivadores do aumento do pão.

Questionado sobre esta situação, Humberto Goulart diz que seria benéfico se esta indústria beneficiasse de preços mais reduzidos no combustível e que poderia ser uma medida que evitasse o aumento do produto final ao consumidor.

Ao Tribuna das Ilhas Humberto Goulart diz que “é uma medida que há muito tempo os empresários da panificação reclamam. O gasóleo é um produto que utilizamos em várias vertentes, desde o transporte ao próprio fabrico do pão, pelo que se houvesse algum ajustamento, tal como acontece com o sector agrícola e piscícola, seria, sem dúvida, uma benesse ao consumidor”.

Na qualidade de presidente da CCIH, Humberto Goulart garantiu que vai fazer pressão junto do governo para tentar implementar essa medida, “se pudermos minimizar o aumento do produto final tendo como contrapartida uma redução de combustível, as coisas vão melhorar”.

 

 

 

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