A sede do Partido Comunista acolheu ontem um debate intitulado “O Porto da Horta: Passado, Presente e Futuro”, organizado pela CDU.
O debate contou com cerca de duas dezenas de pessoas e começou com José Decq Mota, que assumiu funções de moderador, a realçar a importância da Baía do Porto da Horta.
Na ocasião José Decq Mota frisou a importância que o porto teve para a história do Faial, como sendo o fornecimento de carvão a navios, a exportação do vinho do pico e de citrinos e serviu de base naval nas duas guerras mundiais.
“O Porto da Horta é um Porto de pesca, de preparação, de descarga, de exportação e um ponto de apoio”, disse José Decq Mota.
João Decq Mota, cabeça de lista da CDU pelo Faial, afirmou inicialmente que era “urgente encontrar ideias e projectos para o Porto da Horta, visto que somos uma comunidade virada para o mar”.
Outras questões como a falta de instalações do Clube Naval, a falta de algumas obras no novo Porto, as condições dos pescadores, a problemática dos ventos Nordeste e Sudoeste no que diz respeito à atracagem dos barcos, o futuro do Parque da Alagoa e a relação entre a cidade e o porto, também foram debatidas o que provocou alguma divisão de opiniões por parte de alguns militantes do partido.
Por sua vez, o cabeça de lista da CDU do Faial, acrescentou que a criação de um parque de varagem, a ampliação da marina, a criação da zona das empresas de actividades marítimo-turísticas e a criação de uma escola de pesca são algumas das suas propostas que tentam colmatar as falhas e reclamações que se verificam actualmente.
“O Porto da Horta tem ampliar as suas valências, tem que apostar mais na condição económica e ecológica”, afirmou João Decq Mota.
José Decq Mota salientou ainda que “o Porto vai continuar a ser uma referência a nível nacional e a nível europeu e esta vocação tem que ser protegida, mas é necessário o avanço da 2ª fase de obras para proporcionar novas actividades.”