No Faial o Bloco de Esquerda conseguiu 2,2% da votação, tendo tido uma diminuição de seis votos em relação a 2008. Apesar de se poder falar de uma estabilização da votação, Mário Moniz entende que este resultado é inferior ao esperado. O líder da candidatura bloquista esperava que o seu trabalho nas ocasionais passagens pela Assembleia Regional, bem como a acção do partido na ilha, levassem a uma maior votação. "Não conseguimos transmitir as nossas ideias, apesar de termos trabalhado para isso", reconhece.
Para Mário Moniz, a vitória do PS está relacionada com o medo que os açorianos sentem de que a austeridade nacional se faça sentir com igual intensidade na Região. O bloquista espera, no entanto, que o memorando de entendimento assinado há dois meses entre o Governo Regional e o da República não signifique isso mesmo. Mário Moniz entende que o Estatuto Político-administrativo da Região permite "blindar" a austeridade e lamenta que o Governo Regional não tenha tido a coragem de o fazer.
A noite eleitoral de ontem ditou a perda de um deputado para o BE. Agora o partido ficará representado apenas por um deputado, eleito pelo círculo de compensação. Mário Moniz explica que é vontade do partido que,ocasionalmente, deputados de outras ilhas possam ocupar o lugar do BE no hemiciclo em vez de Zuraida Soares. No entanto entende que isso deverá acontecer menos vezes, já que existem muitos assuntos que requerem um acompanhamento permanente e, havendo apenas uma representação parlamentar, não é aconselhável que o seu representante esteja sempre a mudar. Apesar disso, Moniz garante que as medidas que defendeu para o Faial serão defendidas na Assembleia. Uma dessas medidas será a apresentação de uma proposta de alteração ao PROTA, de modo a eliminar a possibilidade de criação de plataformas logísticas para o transporte de mercadorias na Região.