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06
novembro

Ana Luís eleita presidente da mesa da ALRAA (Actualização)

Escrito por  Maria José Silva
Publicado em Local
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A faialense Ana Luís, economista, de 36 anos, foi eleita esta segunda-feira, sob proposta do PS, na sessão constitutiva do novo parlamento escolhido pelos açorianos no passado dia 14 de Outubro, presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores. 

A oitava presidente do primeiro órgão de governo próprio da região foi cabeça-de-lista do PS pelo círculo eleitoral do Faial, e foi  uma das apostas do PS, no âmbito da renovação que levou Vasco Cordeiro a substituir Carlos César à frente dos socialistas.  

Deputada na assembleia municipal da Horta e presidente do conselho de administração da Sociedade de Promoção e Reabilitação de Habitação e Infraestruturas (SPRHI), Ana Luís ocupou em 2008 a terceira posição da lista do Faial, tendo mesmo alcançado o lugar de deputada regional após a desistência de Fernando Menezes, então primeiro candidato.  Por ter sido nomeada para a administração da SPRIH não exerceu as funções de deputada durante muito tempo. Agora, volta ao hemiciclo como a primeira presidente mulher da história da autonomia dos Açores. 

Recorde-se que Álvaro Monjardino, que exerceu funções nos períodos (1976/78 e 1979/84), foi o primeiro presidente da ALRAA. Também propostos pelo PD, seguiram-se Madruga da Costa (1978/79 e 1991/95),  José Guilherme Reis Leite (1984/91) e Humberto Melo (1995/96). 

Depois do PS ascender ao poder em 1996, o órgão legislativo foi dirigido sucessivamente pelos socialistas Dionísio Sousa (1996/98), pelo social-democrata Humberto Melo (1998/2000), Fernando Menezes (2000/08) e Francisco Coelho (2008/12), ambos indicados pelo PS.

Para além de Ana Luís, foram eleitos para a mesa da Assembleia Ricardo Cabral – Vice-Presidente – com 43 votos a favor, 10 contra e 3 abstenções e Bárbara Chaves – Secretária com 46 votos a favor, 9 contra e 1 abstenção.

Pelo PSD, foi eleita vice-presidente da mesa Berta Cabral com 31 votos a favor, 13 contra e 12 abstenções e Valdomiro Vasconcelos – Secretário – com 31 votos a favor, 11 contra e 14 abstenções.


ELEIÇÃO NÃO AGRADA A TODOS

No final da cerimónia de constituição da ALRAA, Berto Messias, líder da bancada socialista afirmou aos jornalistas  estar confiante no bom desempenho da nova presidente. 

Berto Messias acredita que Ana Luís irá exercer o cargo para que foi eleita “da melhor forma possível, com grande dignidade e grande sentido democrático na condução dos trabalhos e capacidade de diálogo com todos os partidos e representação externa da região”. Não tenho dúvidas que está perfeitamente à altura dessas funções e desses desafios, disse.

Duarte Freitas,  líder do Grupo parlamentar do PSD optou por desejar felicidades à nova presidente da ALRA, adiantando respeitar “as indicações do PS como vencedor das eleições”. Para Duarte Freitas, a escolha do Partido Socialista será respeitada “institucionalmente”, avançando que os social democratas terão “muito gosto em trabalhar com nova presidente nesta legislatura”.

Artur Lima, do Grupo parlamentar do CDS/PP fez questão de frisar que o cargo agora assumido, hoje, por Ana Luís é de “elevada responsabilidade (...) espero que seja capaz, pese embora não tenha nenhuma experiência parlamentar, de ter o maior sucesso porque é uma tarefa que não é fácil”.

Zuraida Soares, do Bloco de Esquerda disse não ter “nada a dizer sobre esta indigitação, foi opção do PS, é maioria e não há nada a dizer. Agora é ver o trabalho e ver a forma como a presidente exerce o seu cargo”, referiu.

Já o deputado da CDU, Aníbal Pires, disse encarar a eleição da nova presidente da ALRA como uma “opção do PS, julgo que não é a melhor opção porque o PS tem quadros com experiência parlamentar e que garantiriam, à partida, um desempenho sem grandes sobressaltos da Presidência da Assembleia Legislativa dos Açores. Ana Luís é uma ilustre desconhecida e o significado que podemos atribuir a isso é alguma desvalorização que o PS pretende imprimir ao Parlamento Regional. Se assim for, achamos lamentável”, disse.

Paulo Estevão, do PPM, votou contra a nomeação de Ana Luís por considerar “que não há nenhuma razão que justifique esta indigitação para este cargo. Em nenhum Parlamento do mundo uma parlamentar sem experiência, sem um peso político específico, quer no âmbito do governo quer do parlamento, ocupa um lugar desta responsabilidade”. 

Artur Lima, do Grupo parlamentar do CDS/PP fez questão de frisar que o cargo agora assumido,  por Ana Luís é de “elevada responsabilidade”. O líder centrista chama a atenção para a escolha do PS dizendo que se trata “de uma inovação porque é a primeira mulher a ser presidente do Parlamento nos Açores. Espero que seja capaz, pese embora não tenha nenhuma experiência parlamentar, de ter o maior sucesso porque é uma tarefa que não é fácil”, reconhece desejando, contudo, que Ana Luís “esteja à altura do cargo”. 




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