No Hospital da Horta foi onde mais se faz sentir a greve geral de hoje, dia 14 de Novembro. De acordo com João Decq Motta, da União de Sindicatos no Faial, “esta é a maior greve de todos os tempos. Mais de 80% de trabalhadores do Hospital aderiram à greve”.
Segundo o sindicalista os serviços de bloco operatório; esterilização; recobro; consulta externa, admissão de doentes, aprovisionamento, lavandaria, central telefónica e portaria estão encerrados. A Radiologia e o laboratório só atende urgências e as encarregadas do pessoal auxiliar fizeram todas greve.
Decq Motta mostrou-se satisfeito com estes resultados e diz que são o sinal de que “aos poucos e poucos os trabalhadores vão compreendendo a necessidade de lutar e defender os direitos que fomos adquirindo ao longo dos anos”.
Segundo conseguimos apurar, no Porto da Horta a adesão à greve foi superior a 90% pelo que, quer na marina quer no porto comercial não há nem entrada, nem saída de barcos.
Também o Ministério Público está de portas fechadas no Faial, bem como a escola do primeiro ciclo do Colégio de Santo António e o Pavilhão Desportivo da Horta.
No que diz respeito ao Centro de Saúde, a taxa de adesão ronda os 40%.
Luís Carlos Armas, responsável do SINTAP na Horta, por seu turno, mostrou-se insatisfeito com a adesão à greve e justifica dizendo que “efectivamente as pessoas estão fartas das medidas de austeridade mas, neste momento, aderir à greve significa perder muito dinheiro do salário e penso que é isso que condiciona a adesão”.
Para termos uma ideia, um funcionário que ganhe 900 euros, aderindo à greve, perde 30 euros/ por cada dia.