Artur Lima, que votou contra o programa de governo, considerou o documento como uma “versão actualizada da teoria de Lavoisier: Nada se cria; nada se perde; tudo se transformou.”
Para além de afirmar que “o CDS-PP não partilha da leitura e da análise à evolução económica e social que serve de base ao documento”, o Líder parlamentar apontou baterias às omissões de que o documento, na sua opinião, enferma, nomeadamente quanto ao facto de nada se dizer sobre “as enormes consequências do memorando de entendimento que assinou com o Ministro Vítor Gaspar quando lhe pediu um resgate financeiro de 135 milhões de euros”.
O Governo, no entender de Artur Lima, “hipotecou a nossa Autonomia ao ponto de ter que enviar para parecer prévio à República os documentos previsionais e orçamentais, antes de os submeter ao órgão máximo da Autonomia – esta Assembleia. Trocou a nossa Autonomia por uns milhões que lhe serviram para pagar dívidas e colher dividendos eleitorais e isto terá consequências nefastas para a nossa situação social, económica e financeira, que se prolongam pelos próximos 10 anos”.
Ora, a critica prende-se com o facto de que “nada disso está vertido no Programa do Governo”, salientando, porém, que tal não é “nada que se estranhe, pois toda a austeridade que já foi introduzida na Região, pela mão do PS, como as taxas moderadoras no Serviço Regional de Saúde ou a redução de 10% no diferencial dos combustíveis, só para dar dois exemplos, também não vinham escritos”.