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07
janeiro

Bandeira Nacional arriada pela última vez nas instalações da Radionaval da Horta

Escrito por  Marla Pinheiro
Publicado em Local
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Decorreu hoje, ao final da manhã, a cerimónia de encerramento da Estação Radionaval da Horta. Surgida a 30 de Julho de 1928, com a criação de um Posto Radiotelegráfico, tornou-se Estação Radionaval principal em 1977. Por ela passaram centenas de militares ao serviço da Marinha Portuguesa, tendo-se tornado uma das instituições que mais dinâmica conferia à ilha do Faial. Hoje, a bandeira de Portugal foi arriada pela última vez na Estação Radionaval da Horta, ao som do hino nacional interpretado pelo Grupo Coral da Horta, no culminar de uma cerimónia emotiva onde se destacaram as intervenções do capitão Mendonça das Neves, diretor da Estação, e do comandante naval Monteiro Montenegro.

Numa intervenção emocionada, o capitão Mendonça das Neves deixou palavras de apreço ao comandante da Zona Marítima dos Açores, o contra-almirante Mendes Calado, aos vários capitães do porto da Horta com que trabalhou e ainda ao presidente da Câmara Municipal da Horta, destacando também o carinho da comunidade faialense pela Estação. Mendonça das Neves destacou também o trabalho desenvolvido ao lado de várias instituições da ilha, com destaque para o Clube Naval da Horta, a delegação da Cruz Vermelha e a Escola Manuel de Arriaga, e lembrou os serviços prestados pelo médico Luís Decq Motta, falecido em 2011, ao longo dos 40 anos em que serviu a Estação.

Por sua vez, o comandante Monteiro Montenegro tomou palavra para recordar a génese da Radionaval da Horta, justificando este encerramento com o “imperativo de modernização tecnológica das comunicações navais”, a par do facto dos recursos financeiros de que a Marinha dispõe serem “cada vez mais escassos”. Monteiro Montenegro referiu ainda que as instalações da Radionaval da Horta continuarão ao serviço do Faial, graças a um protocolo entre o Ministério da Defesa e o Governo Regional. Assim, a Capitania do Porto da Horta e a Polícia Marítima continuarão a utilizar as referidas instalações. 

A capacidade de transmissão da Horta tem vindo a ser transferida para São Miguel, onde ficará sedeado o novo Centro de Operações dos Açores. Os militares em funções no Faial estão a ser transferidos para Lisboa. Esta transferência iniciou-se em julho de 2010, altura em que no Faial estavam 55 militares em funções. 

Na cerimónia foi atribuído um louvor ao capitão Mendonça das Neves, pela dedicação e capacidade de liderança que demonstrou nos 65 meses em que esteve ao comando da Estação Radionaval da Horta. Também a guarnição recebeu um louvor colectivo.

 

Casa Memória para lembrar Radionaval da Horta

O edifício da Central Transmissora da Radionaval da Horta foi transformado numa Casa Memória que visa lembrar para a posteridade as mais de oito décadas em que a Marinha esteve instalada no Faial. Este pólo museológico foi preparado pelos militares, como explicou Mendonça das Neves, tendo contado com a colaboração do Museu da Horta através do seu diretor, Luís Menezes.

 

 

Deputados do PSD/Faial inconformados com encerramento 

 

As principais ausências na cerimónia de encerramento da Estação Radionaval da Horta foram as dos deputados regionais do PSD eleitos pelo Faial. Jorge Costa Pereira e Luís Garcia justificaram a sua ausência pelo facto de estarem inconformados com este encerramento, através de uma carta enviada ao comandante da Zona Marítima dos Açores, da qual foi dado conhecimento à Comunicação Social. 

Na carta, Garcia e Costa Pereira expressam “a gratidão e o reconhecimento pela inestimável ação da Radionaval da Horta durante o alargado período em que esteve a funcionar nesta ilha”. No entanto, lembram que a estação não encerra “por ser necessário” mas sim porque “as suas funcionalidades foram transferidas para São Miguel”. “Para quem, como nós, sempre defendeu que  o  desenvolvimento  deve  ser  integral  e  harmonioso  e  que  os concentracionismos,  a qualquer nível, são sempre perniciosos, esta decisão foi, é e será sempre inaceitável”, referem. Os deputados apontam ainda o dedo  aos “vários governos da República que deram os passos que conduziram a este desfecho”, às “chefias militares que apoiaram e que criaram objetivamente as condições para este encerramento” e ao Governo dos Açores, pelo “apoio objetivo e decisivo” que deu a este processo. 

 

 

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