Herberto Soares nasceu na ilha do Faial há 90 anos, corria o ano de 1920. Sua mãe era professora e, em criança foi para o Pico. Voltou ao Faial para estudar e daqui saiu para Lisboa onde se formou em Engenharia Técnica Agrária.
De Lisboa saiu para Moçambique e por lá ficou 30 anos. Aos 54 anos de idade encontrou no Brasil a sua nova casa.
Quase 70 anos depois de ter saido do Faial regressou aos Açores e instalou-se no Faial e com ideias inovadoras no nosso mercado – criar uma indústria de transformar soja.
Em entrevista ao Tribuna das Ilhas, Herberto Soares disse que o principal motivo do seu regresso está relacionado com as questões climatéricas, “não aguentava tanto calor e também a instabilidade e a apatia a que o calor me sujeitava. Isto é, por causa das altas temperaturas às cinco horas tinha que me refugiar em casa. Cansado de lá estar resolvi vir para a minha terra para descansar, mas o descansar não é sinónimo de estar quieto.”
O projecto que este filho da terra está a liderar consiste na transformação de soja em farinha, iogurtes, gelados, queijo, manteiga, doce e mesmo leite de soja.
Herberto Soares compra a soja em Lisboa e transforma-a na sua fábrica, instalada que está na freguesia da Feteira. Pretende, um dia mais tarde, poder importar a soja directamente do Brasil.
Recebe a soja em grão e, com a ajuda das suas máquinas, transforma-a em mais variados produtos, conforme enunciamos anteriormente.
Nos Açores não existe qualquer indústria de transformação de soja, pelo que Herberto Soares é pioneiro nesta iniciativa.
Leia o resto desta reportagem na edição impressa do Tribuna das Ilhas de 7 de Maio de 2010