O líder Regional do PS/Açores, Vasco Cordeiro, apresentou na manhã de hoje, perante os 272 congressistas presentes no XV Congresso Regional do partido, que está a decorrer no Teatro Faialense, a Moção de Orientação Política Global “Renovação com Confiança”, que assenta sobretudo no garante da sustentabilidade da Autonomia, na defesa a Lei de Finanças Regionais e na abertura do PS/Açores à sociedade.
Esta moção, que define a estratégia do PS/Açores para os próximos dois anos, está repartida por sete capítulos: o Partido dos Açores e a Autonomia; Renovar para Vencer Novos Desafios; Um Poder Local Forte; O Desafio da Autonomia: Sustentabilidade; O Mar, a Autonomia e o Estado; A Afirmação Externa da Autonomia Açoriana e o Compromisso com a Juventude Açoriana.
Na apresentação do documento, Cordeiro prometeu uma estratégia que permita “responder positivamente aos sinais de confiança e esperança” demonstrados pelos açorianos nas últimas eleições, através de soluções mais adequadas “ao futuro coletivo da Região”.
Vasco Cordeiro considerou haver "sinais preocupantes de uma deturpada visão da autonomia". No seu entender, esses sinais devem ser clarificados a fim de garantir a sustentabilidade política, financeira e social das políticas.
O presidente do PS/Açores criticou a “visão retrógrada e ultrapassada” que considera as autonomias regionais “simples benesse e luxo” e leva a que “gradualmente o país se vá divorciando das suas autonomias, olhando para elas com a superficialidade e com o preconceito de quem vê algo distante, exótico e desconhecido”.
Neste contexto acrescentou ainda que, para combater essa “perspetiva errada, perigosa e profundamente injusta” contra a autonomia, que conta “com o patrocínio e a aceitação tácita dos mais variados quadrantes políticos e institucionais”, é necessário que o PS/Açores se mantenha “na linha da frente da defesa da autonomia, mesmo que implique estar sozinho”.
Cordeiro reforçou a necessidade de manter os serviços públicos e chamar o Governo da República às suas responsabilidades. O presidente do Governo dos Açores não aceita que o Estado “vote ao abandono” os seus serviços e as suas responsabilidades nos Açores”, dando como exemplos a RTP/Açores e a Lei de Finanças Regionais.
Vasco Cordeiro acusou o PSD/Açores de ter uma visão errada do conceito de autonomia e de não a defender: “não esperem que o PS/Açores fique calado perante declarações que são um atentado e um insulto a todos aqueles que, independentemente do partido a que pertenceram ou pertencem, deram e dão o melhor de si, do seu saber e da sua competência para construírem a Autonomia”, alertou.
A moção de orientação dos socialistas defende que “a gestão equilibrada das finanças públicas não é um fim em si mesmo, mas, sim, um instrumento essencial para a Região apoiar os mais fragilizados, incentivar as empresas e promover o progresso e o desenvolvimento”. “Queremos manter este legado, reforçando, com uma governação renovada, a marca social que nos distingue do resto do país”, refere o documento.
Cordeiro não esquece o principal desafio que se coloca ao PS em 2013: “as eleições autárquicas constituem mais um desafio que o PS pretende vencer para continuar a trabalhar pelo modelo de desenvolvimento local que serve as pessoas. E, por isso, o PS assume como objetivo vencer mais freguesias, mais assembleias e câmaras municipais do que as outras forças políticas”, refere.
A terminar, o líder socialista esclareceu que a moção realça a ambição de o PS/Açores continuar a ser uma força política merecedora da confiança dos açorianos, mas alerta que, para isso, é “fundamental reafirmar a importância de estar presente, atento e atuante face aos desafios e às problemáticas do quotidiano”.