Realizou-se sexta-feira, na cidade da Horta, um plenário da CGTP/ Açores. Esta iniciativa contou com a participação de delegados, dirigentes e ativistas sindicais com o objetivo de aprovarem uma resolução com propostas defensivas das funções sociais do estado, nomeadamente educação, saúde e segurança social.
De acordo com João Decq Motta a Jornada de Luta agendada para o próximo dia 16 de fevereiro mostra que “a ação sindical é central e consegue alcançar os seus objetivos”.
Decq Motta, durante o plenário afirmou que o PSD e o CDS estão no governo há um ano e meio e durante esse período só proporcionaram “austeridade e sacrifícios” e preparam “um assalto às funções sociais do estado”. Desta forma torna-se “urgente travar o rumo que este governo está a tomar”, adiantou o coordenador da União de Sindicatos da Horta.
João Decq Motta explicou que “o memorando da Troika e o governo são os problemas que impedem a solução”, salientando que essa solução passa por “renegociar a dívida pública, reduzir os juros, dinamizar a produção nacional e aumentar o salário mínimo e pensões”.
Este plenário estava previsto se realizar no largo Duque de Ávila e Bolama, todavia devido às condições meteorológicas, realizou-se na sede da União de Sindicatos. Para Decq Motta, era importante realizar este plenário na rua para poderem recolher assinaturas para uma petição da CGTP e transmitir os seus ideais a toda a população. Como isto não foi possível, ficou agendada uma ação de rua para o próximo dia 1 de março.
Para além da Jornada de Luta de dia 16, durante este mês e o próximo estão agendadas mais jornadas de luta, greves e manifestações por todo o país.