O Parque Empresarial e Tecnológico do Faial, situado junto à Zona Industrial de Santa Bárbara, foi inaugurado na tarde de ontem. O empreendimento, da responsabilidade da empresa municipal Urbhorta, custou cerca de 2,5 milhões de euros e conta com 39 lotes prontos a serem comercializados, com a possibilidade de ser ampliado até 89 lotes.
De acordo com Orlando Rosa, presidente do Conselho de Administração da Urbhorta, já foram atribuídos 11 lotes, dos quais quatro já estão vendidos e os restantes estão em fase de celebração dos contratos de compra e venda.
Este Parque Empresarial vai receber também o novo Matadouro da ilha e está preparado para receber uma grande superfície comercial. Os lotes mais pequenos têm um custo de 29 mil euros, ao passo que os maiores custam 42.500 euros.
Orlando Rosa destacou a possibilidade dos empresários interessados adquirirem os lotes à Urbhorta em regime de prestações, medida tomada para fazer face às dificuldades de financiamento junto da banca.
Parque é “contributo para melhorar competitividade das empresas”
Para o presidente da Câmara Municipal da Horta (CMH), o novo parque será um importante contributo para modernizar o “tecido comercial, industrial e tecnológico” da ilha. João Castro quer que este empreendimento seja uma “oportunidade para os empresários que ousem desafiar” a crise atual.
O autarca destacou o facto deste Parque star vocacionado para empresas de variadas áreas, destacando o desejo de ver nele implementados negócios na área da construção e reparação naval, para a qual a vocação náutica da ilha do Faial deixa antever oportunidades de futuro.
João Castro referiu ainda outras medidas da autarquia para incentivar a atividade empresarial, como o Licenciamento Zero ou a criação do Gabinete do Empreendedor, em parceria com a Câmara do Comércio e Indústria da Horta (CCIH).
“Estamos a entrar na fase do sadismo político”
Também o presidente do Governo Regional marcou presença na inauguração do novo Parque Empresarial do Faial. Vasco Cordeiro apontou o dedo às políticas vindas de Lisboa, acusando o Governo da República de ter passado a fase da austeridade para entrar na fase do “sadismo político”. O governante aproveitou a oportunidade para elogiar o Plano e o Orçamento da Região para 2013, bem como as Orientações a Médio Prazo para a atual legislatura, em debate esta semana na Assembleia Regional, demarcando-os do caminho seguido a nível nacional. Segundo Vasco Cordeiro, os governos não podem preocupar-se apenas com o equilíbrio orçamental, pois têm responsabilidades em “ajudar as empresas a cumprirem com a sua função de criação de riqueza e de emprego”.