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29
agosto

Faialenses partem domingo para Regata Internacional de Botes Baleeiros em New Bedford

Escrito por  Mónica Pimentel
Publicado em Local
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 A Regata Internacional de Botes Baleeiros teve a sua primeira edição em 2004 na cidade de New Bedford e “tem sido feita alternadamente lá, cá na ilha e no Pico”, explicou José Decq Mota. 

De acordo com o presidente do CNH esta regata surge  porque esta cidade irmã da Horta passou a dispor de três botes baleeiros açorianos, construídos pelo mestre João Tavares, natural da ilha do Pico e por um grupo de estudantes americanos. Atualmente, estes botes pertencem à Azorean Maritime Heritage Society, associação que tem como principal objetivo “preservar a memória da baleação açoriana no contexto de uma cidade em que está bem viva a memória da baleação americana”.

A sétima edição desta regata irá contar com a participação de 17 elementos faialenses: duas equipas, uma feminina e outra masculina, compostas cada uma por sete elementos e mais um suplente e o presidente do CNH que irá acompanhar a comitiva.

 

Equipas mais reduzidas devido à falta de apoios

“Optámos por equipas reduzidas, porque os apoios para esta deslocação são curtos”, afirmou José Decq Mota, salientando que ainda assim “procuramos estar presentes e participar com a maior  dignidade”.

 A comitiva nos anos anteriores era maior, porque incluía um árbitro e mais dirigentes. Desta vez, “optámos por uma solução minimalista: um dos tripulantes do bote é também dirigente do CNH e o presidente do clube se for necessário irá desempenhar a função de árbitro”, frisou.

A comitiva faialense parte para New Bedford já este domingo. Os treinos realizam-se na quarta e na quinta-feira e as provas da regata internacional decorrerão na sexta-feira e no sábado.

Esta regata tem “um enorme interesse cultural, porque une os açorianos da atualidade com os açorianos e os seus descendentes emigrados. Também tem um enorme interesse desportivo pela promoção desta modalidade”, realçou o presidente do CNH.

Na opinião de José Decq Mota esta regata relaciona-se com a recuperação do património baleeiro para utilização desportiva. “Este evento tem uma importância desportiva, social, económica e cultural muito grande”, afirmou.

 

The Dabney Cup a grande novidade nesta regata

Este ano, a Regata Internacional de Botes Baleeiros engloba pela primeira vez a prova The Dabney Cup.

Esta é uma prova disputada entre três botes açorianos e três botes americanos e “irá reavivar a memória dos Dabney”, explicou Decq Mota. Os botes americanos são réplicas construídas recentemente para integrarem o espólio do navio que está a ser recuperado no Museum Whaling de New Bedford. 

 

Decq Mota realça  importância da geminação

A cidade da Horta está geminada com a cidade de New Bedford. “Penso que é extremamente importante a realização de manifestações desportivas e culturais integradas no quadro da geminação”, salientou o presidente do CNH. ,”Com  determinação, através dos contactos e das reuniões que irei fazer lá, vou estudar formas de cooperação possíveis no quadro de geminação, especialmente aquelas que se enquadrem no CNH”lembrou.

José Decq Mota quer que a geminação “possa estar mais presente em iniciativas quer do município quer do CNH, como por exemplo na Semana do Mar e em regatas internacionais”.

O presidente do CNH afirmou que “é preciso manter esta regata, com o intuito de afirmar as relações entre os Açores e as comunidades emigradas”.

Inicialmente esta regata realizava-se todos os anos, depois passou a realizar-se de dois em dois anos e “agora a perspetiva será terminar este ciclo com uma regata cá para o ano e em seguida instituir um ciclo de três em três anos”. Este novo ciclo tem como principal objetivo “tornar a regata mais realizável e dar uma configuração um pouco maior, evidenciando a possibilidade de se deslocar mais botes a New Bedford”.

Relativamente ao impacto na Diáspora, Decq Mota realçou que este é “muito grande, uma vez que envolve muita gente”. “Somos todos recebidos em casas particulares, o que mostra que há uma disponibilidade muito grande”, disse.

O presidente do CNH gostaria que as entidades oficiais açorianas voltassem a dar a importância que deram nas primeiras edições desta regata. 

Este ano, de acordo com José Decq Mota, os apoios foram mais reduzidos: “a Câmara Municipal da Horta deu-nos um apoio inferior aos outros anos, a Direção Regional do Turismo concedeu-nos um apoio no mesmo valor que anteriormente e a Direção Regional das Comunidades, ao contrário do que se passou em anos transatos, este ano não apoiou financeiramente a regata”. 

 

 

 

 

 

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