O candidato da coligação “Pela Nossa Terra” à Câmara Municipal da Horta (CMH) teve direito a casa cheia na apresentação das principais linhas do manifesto eleitoral, que decorreu na noite de quarta-feira, no Hotel Canal.
Destaque para a participação dos líderes de PSD, CDS e PPM; partidos que suportam a coligação. Paulo Estevão, líder nacional do PPM, explicou a presença do seu partido nesta coligação com a necessidade de fazer convergir a oposição numa união de esforços que acabe com a governação socialista na Horta. Considerando que integrar listas da oposição ao PS é “um ato de coragem”, Estevão não poupou elogios a Luís Garcia, que conhece bem pelo facto de ambos serem deputados ao Parlamento Regional, destacando-lhe a capacidade de trabalho, a experiência política e a seriedade.
Também Artur Lima elogiou as qualidades do candidato. Para o líder regional do CDS, a CMH precisa de “um governo de salvação concelhia”, que os partidos da coligação e os independentes que integram as suas listas estão em condições de providenciar, no sentido de acautelar o futuro dos jovens, defendendo uma câmara “que governe para as próximas gerações e não para as próximas eleições”.
O mais forte sinal de confiança política a Luís Garcia veio do líder regional do PSD. Duarte Freitas frisou que o social-democrata que concorre à CMH “representa uma nova maneira de fazer política”, com credibilidade, preocupação com as pessoas e capacidade de pôr de pé uma campanha com parcimónia. Para Duarte Freitas, “é uma emergência social, económica e política resgatar esta ilha” da governação socialista.
Segundo o candidato da coligação, o exemplo mais claro de que a CMH de gestão socialista não tem resultados vem do próprio PS, que acusa de fazer campanha com obra do Governo Regional. Luís Garcia pediu aos faialenses que percebam que é esta gestão que será avaliada nas urnas a 29 de setembro e não o Governo Regional ou o Governo da República e pediu uma oportunidade para o seu projeto: “daqui a quatro anos cá estaremos para prestarmos contas e ser avaliados”, disse.
O candidato quer uma CMH cooperante e leal com os outros poderes políticos mas capaz de reivindicar em prol do Faial. Olhar para os empresários como parceiros e abrir-se à sociedade, são outras prioridades de Garcia, que quer criar orçamentos participativos e um conselho consultivo de reflexão estratégica, que integrará, entre outras pessoas, todos os candidatos à CMH nestas eleições.
Mais do que medidas avulsas, o candidato quer traçar um plano estratégico para o desenvolvimento do Faial que, entre outras coisas, torne a ilha atrativa para o investimento privado. Reduzir burocracias e custos aos investidores e oferecer-lhes incentivos ficais, principalmente em áreas como o mar, a agricultura as pescas e o turismo e desenvolver o Triângulo são medidas essenciais para isso.
Luís Garcia quer pôr a tónica na área social, com medidas como a criação de uma cozinha social ou de um centro municipal de explicações.
Para além de implementar políticas, o candidato entende que é preciso implementar com urgência uma cultura de avaliação dos seus resultados, que entende não existir na Horta.
Fomentar o desenvolvimento equilibrado de todas as freguesias é outra prioridade, bem como realizar investimentos no saneamento básico, no mercado municipal, na baixa citadina e na marginal, áreas onde, entende Garcia, o Faial está estagnado pela inação da gestão socialista na autarquia.