Apesar das andanças eleitorais já fazerem parte do quotidiano dos portugueses há várias semanas, o arranque oficial para as autárquicas de 29 de setembro só aconteceu hoje, dia 17.
A data oficial de arranque da campanha quase não passa e uma mera formalidade, tendo em conta que já se têm multiplicado iniciativas de todas as forças políticas a votos nestas eleições, divulgando as suas ideias. Este último período antes da votação é utilizado, regra geral, para os candidatos procurarem um contacto mais direto com os eleitores, esperando-se uma intensificação da campanha de rua. Atualmente, no entanto, proliferam as formas de fazer campanha, muito por força do advento das novas tecnologias da informação, com destaque para o cada vez maior acesso à Internet. A presença dos candidatos nas redes sociais, quer através dos perfis pessoas quer através das páginas criadas especialmente para as eleições, acontece por todo o país e no Faial não é exceção.
No Faial, apresentam-se nestas eleições duas forças políticas (PS e BE), bem como duas coligações: a coligação Pela Nossa Terra, que reúne o PSD, o CDS-PP e o PPM; e a Coligação Democrática Unitária (CDU), que reúne o Partido Comunista Português e Os Verdes. Todas estas forças apresentam listas à Câmara Municipal da Horta e à Assembleia Municipal. Quanto às Assembleias de Freguesia, apenas o PS e a coligação PSD/CDS/PPM se apresentam a votos nas 13 localidades da ilha. A CDU concorre a 11, ficando de fora Salão e Praia do Norte, e o BE apenas vai a votos nas três freguesias citadinas.
Na totalidade das listas que vão a votos nestas eleições estão cerca de 980 pessoas, apesar de existirem vários candidatos que concorrem simultaneamente, por exemplo, às Assembleias de Freguesia e à Assembleia Municipal ou à Câmara. Contas feitas, quase 7% dos faialenses estão envolvidos diretamente neste ato eleitoral.
A campanha eleitoral termina 24 horas antes do dia da votação. Assim sendo, no final do próximo dia 27, sexta-feira, é tempo de guardar bandeiras e calar carros de campanha, para que o ruído eleitoral possa dar lugar à reflexão. A hora da verdade acontece no domingo, dia em que todos os portugueses são chamados a votar para escolher os elencos autárquicos que querem à frente das suas freguesias e municípios durante os próximos quatro anos.