O Conselho de Ilha do Faial reuniu na segunda-feira para emitir parecer sobre o Plano e o Orçamento da Região para 2014. O Governo Regional vai investir 52.122.791 euros no Faial, menos cerca de 6 milhões em relação a 2013. O Faial é a quarta ilha com mais investimento regional previsto, atrás de Pico, Terceira e São Miguel. Dos cerca de 656 milhões de euros do “bolo regional” a ilha Azul vai absorver 8,25%.
No parecer, aprovado por unanimidade, os conselheiros congratulam-se com a concretização de obras importantes, como o novo matadouro, mas apontam omissões importantes, sendo uma delas a segunda fase da Variante, que não faz parte dos planos do Governo para 2014.
Como tem sido apanágio do Conselho de Ilha presidido por Guilherme Pinto, a análise de mais um Plano e Orçamento da Região fez-se com base num documento previamente elaborado pela Mesa que elencava os investimentos previstos no Plano para o Faial, bem como medidas já anteriormente apontadas como importantes por este Conselho mas que não foram incluídas na proposta do Governo Regional.
Os conselheiros vêem com bons olhos o facto dos planos do Governo para o Faial no próximo ano contemplarem a construção do novo matadouro (210 mil euros), a continuação das obras da Escola Básica e Integrada (1.546 mil euros), um protocolo com a Diocese de Angra com vista à reconstrução das Igrejas (628 mil euros), a continuação das obras do Corpo C do Hospital da Horta (2.219 mil euros) e a aquisição de equipamentos para aquela unidade de saúde (447 mil euros), a continuação da execução da creche dos Flamengos (272 mil euros), uma intervenção na creche O Castelinho (40 mil euros), a continuação do reordenamento do porto da Horta (3.089 mil euros), a conclusão do Centro de Processamento de Resíduos (1.396 mil euros) e ainda uma verba de 1.150 mil euros destinada a habitação e renovação urbana na ilha. A dotação de 100 mil euros para a Escola de Marítimos, a sedear na Horta, é outro motivo de regozijo do Conselho de Ilha.
No entanto, no parecer emitido, os conselheiros mostram também grandes preocupações em relação a ausências de peso no plano de investimentos do Governo no Faial para o próximo ano. O principal é a segunda fase da Variante, há muito prometida, nunca concretizada e que agora cai, simplesmente, do documento orientador da atividade governativa. Recorde-se que no ano passado o Governo tinha destinado cerca de 16 mil euros a esta rubrica, sem que nada tivesse, no entanto, sido feito.
Também a ausência de referências ao polivalente da Feteira, ao novo Quartel dos Bombeiros, às Termas do Varadouro e à requalificação de estradas regionais, com destaque para os trocos entre o Largo Jaime Melo e a Ribeira do Cabo e a Ribeira Funda, fazem parte da lista de preocupações do Conselho de Ilha do Faial.
Os conselheiros destacam também o facto da verba prevista para a recuperação das Igrejas do Carmo e São Francisco (que não chega a 5 mil euros) ser manifestamente insuficiente para tal.
Guilherme Pinto de saída
Este foi o último Conselho de Ilha da atual Mesa. Como tal, o seu presidente quis deixar palavras de despedida no fim da sessão. Guilherme Pinto agradeceu a todos os conselheiros o empenho durante os últimos três anos, destacando a busca de consensos em torno dos interesses da ilha, privilegiados, entende, em relação aos interesses partidários.