Há um ano atrás tomava posse, pela primeira vez na história dos Açores, a primeira mulher como presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores.
Um ano passado Ana Luísa Luís faz um balanço positivo do seu trabalho à frente da Casa da Autonomia.
Desistir é algo que nunca lhe passou pela ideia, nem mesmo quando surgem algumas críticas relacionadas com a sua forma de conduzir os trabalhos das sessões plenárias que, mensalmente decorrem na nossa cidade.
O que mudou e quais os objetivos para o próximo ano, foram algumas das questões que Tribuna das Ilhas colocou à presidente da ALRAA.
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Na altura em que passa um ano desde a sua tomada de posse como presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, que balanço faz do seu trabalho?
Faço um balanço positivo. O parlamento é o lugar por excelência do debate político-partidário, é esta a sua principal característica. Com respeito e bom senso, tenho vindo a gerir o quotidiano desta Assembleia, quer que concerne aos serviços, quer no que respeita aos plenários. Foi um ano de conhecimento, de nos inteirarmos de um conjunto de normas de funcionamento, de analisarmos criteriosamente todos os aspetos do funcionamento da Casa da Autonomia. Acima de tudo, tenho tentado gerir com responsabilidade, sensibilidade e razoabilidade, promovendo o bom entendimento e fomentando, sempre que possível, consensos.
Por outro lado, propus-me levar por diante um plano estratégico para esta legislatura, ao nível da promoção da participação pública e cidadania, que pretende, no fundo, levar a Assembleia às nove ilhas dos Açores, projeto este que se consubstancia em nove projetos diferentes. Tem sido um reconfortante desafio implementar este projeto.
E é essa sensibilidade e esse bom senso que tem procurado utilizar quando gere os trabalhos plenários? Isto a propósito de algumas críticas que lhe têm sido dirigidas no que diz respeito à condução das sessões.
Essas são duas características que considero muito importantes para conseguir gerir os trabalhos. Sabe que as criticas que me têm sido feitas, merecem a minha análise e respeito, até porque acredito que as críticas são impulsionadoras de um melhor desempenho. Não obstante, também entendo e pratico que essas criticas não nos podem condicionar a ação. Esse é um caminho que não pretendo seguir.
De facto, as decisões tomadas nem sempre podem ser compreendidas e aceites por todos, mas nesta base de imparciabilidade, razoabilidade e acima de tudo, colocando como exponente máximo a nossa atuação, o respeito por aqueles que nos elegeram, terei que aceitar as criticas, compreendê-las e ouvi-las mas, por si só, nunca irão condicionar a minha atitude perante actos e problemáticas inerentes à função.
Leia mais na edição impressa de Tribuna das Ilhas de sexta-feira, 8 de novembro 2013.