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13
dezembro

Assembleia Regional - Deputados dizem sim ao Projeto Museológico da Horta dos Cabos Submarinos

Escrito por  Susana Garcia
Publicado em Local
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Os deputados reunidos, na sessão plenária do mês de dezembro aprovaram por unanimidade, na tarde de ontem, o projeto de Resolução para a criação do Espaço Museológico da Horta dos Cabos Submarinos, apresentado pelo Grupo Parlamentar do CDS-PP.

A proposta veio à tribuna pela voz da deputada Graça Silveira, que lembrou que o tempo dos Cabos Submarinos na Horta foi um dos mais relevantes dos Açores, da história das comunicações.

Neste contexto, no entender da deputada, este assunto merece uma urgente intervenção em termos de preservação e musealização do seu património, uma vez que se verifica um atraso em relação a outros países e comunidades que cuidaram desta memória coletiva.

Para Graça não se pode continuar apenas a “lembrar a Horta que fomos e que já não somos mais”, é necessário e urgente “capitalizar este património histórico de valor indiscutível e voltar a colocar a Horta no centro do mundo”, reforçou.

A deputada chamou a atenção para o facto de, apesar da musealização agora proposta ser de dimensão local, é importante ter a “ambição” de que seja incluída numa dimensão mais global. 

Graça Silveira explica que esta proposta tem uma vertente física, de ordem arquitectónica, e outra que se alarga ao espaço urbano envolvente. No que diz respeito à dimensão arquitectónica a ideia será que no edifício da Trinity House se constitua o equipamento original utilizado pelas companhias cabo telegrafistas da época, associando-se suportes virtuais que permitam simulações de outros equipamentos comunicacionais. A deputada defende ainda a parceria com outros museus para partilha de memórias semelhantes. 

Em relação ao espaço urbano envolvente, o CDS sugere a criação do Roteiro das Comunicações englobando o memorial a localizar na Alagoa, que assinala o local onde foi amarrado o primeiro cabo, e passando pelas instalações da companhia alemã (atual colónia alemã) e pelo Hotel Fayal, num total de 14 elementos arquitectónicos.

A terminar a deputada defendeu que a criação desta nova valência museológica na Horta é um “pequeno investimento com um grande retorno quer em termos turísticos, capitalizando este património único de valor inquestionável, quer em termos de criação de emprego, pelas sinergias que se podem estabelecer, quer ainda, pelo eventual recurso ao regime de voluntariado pelos Amigos da Horta dos Cabos Submarinos nomeadamente como acompanhantes das visitas guiadas, sendo estes testemunhos ainda vivos desse tempo que queremos lembrar”.

Em resposta às questões da deputada do CDS-PP, o secretário da Educação e Cultura lembrou que a proposta da criação de um museu dos Cabos Submarinos “não caiu do céu”, sublinhando que que já existe trabalho feito nesta matéria, reconhecendo ainda que os cabos submarinos colocaram a Horta no centro do mundo, confirmando que se trata de um património que deve ser preservado.

Fagundes Duarte revelou que o imóvel em questão faz parte do conjunto da Colónia Alemã, edifício que já está classificado e por isso faz todo o sentido que os imóveis que estão ligados aos cabos submarinos sejam também preservados e classificados.

O governante lembrou que neste momento todo o património móvel relacionado com os cabos submarinos e com o espólio da Trinity House se encontra já inventariado e protegido à guarda do Museu da Horta.

O secretário recordou também que este projeto resulta de um compromisso do anterior Governo Regional, que este Governo se propõe a cumprir na íntegra, no entanto lembra que existem condicionantes a ter em consideração em relação ao imóvel da Trinity House, “neste momento o imóvel está a funcionar como sede da Escola Básica e Integrada da Horta, portanto só ficará disponível quando o novo edifício ficar pronto em finais de 2014”, disse, lembrando ainda que aquele espaço será necessário para instalar temporariamente o creche O Castelinho, quando o edifício que a alberga entrar em obras.

Quanto à criação do Roteiro das Comunicações, Fagundes Duarte é da opinião de que é uma ideia interessante, já discutida com os representantes da Associação dos Antigos Alunos da Horta e com os Amigos dos Cabos Submarinos, que é possível por em prática em articulação com Câmara Municipal da Horta (CMH).

Nesta matéria, o secretário deixou uma ressalva, para que não se criem expetativas de que só com a criação do museu e do roteiro se criará uma “grande atração mundial”. Isso só acontecerá, no seu entender, se este investimento for articulado com outros equipamentos situados noutras partes do mundo. 

Já no que diz respeito ao memorial da Alagoa, o secretário diz já ter discutido o assunto com a anterior vereação da CMH e deixou a garantia de que a Direção Regional da Cultura dará todo o apoio à concretização deste projeto.

A finalizar o secretário lembrou que o apoio agora atribuído ao Museu é de apenas 25 mil euros, que servirão para pintar e retelhar o edifício, mas garantiu que a verba será efectivamente aplicada em 2014.

Na ocasião o secretário anunciou ainda que a partir da próxima terça-feira o Museu da Horta, irá abrir ao público uma exposição do património móvel dos 740 objetos que constituem o espólio dos Cabos Submarinos.

Neste debate interveio, também o deputado do Partido Monárquico Português, Paulo Estevão, que lembrou importância cultural do projeto, na medida em que diz respeito a um acontecimento da idade de ouro das comunicações no Faial. Chamando a atenção para a insuficiência da verba atribuída ao projeto, Estevão destacou no entanto a sua importância estratégica do ponto de vista cultural para a cidade da Horta e para os Açores, considerando que esta intervenção peca por ser tardia, visto que já se degradaram algumas infra-estruturas.

Os deputados eleitos pelo Faial não foram alheios a este assunto. O primeiro a intervir foi o Jorge Costa Pereira, do PSD, que destacou a necessidade de preservar o imenso património, não só arquitectónico mas também móvel e a importância de trazer à memória esse período, não só pela memória em si mas também pelos efeitos em termos de turístico temático que pode trazer para o Faial.

No entanto, lamentou que este interesse não tenha acontecido mais cedo, lembrando que foi o anterior Governo que “cometeu o crime de ter demolido a casa das máquinas que pertencia a este conjunto e que era naturalmente um enriquecimento para este projeto da valorização dos cabos submarinos nesta ilha”.

Já Lúcio Rodrigues, da bancada socialista, tem uma opinião diferente. O deputado foi de encontro às declarações do secretário, dizendo que o mérito desta iniciativa não é apenas do CDS-PP: “este projeto é conhecido por todos e resulta de reuniões que as forças políticas com representação nesta casa mantiveram com os Antigos Alunos, e com os Amigos dos Cabos Submarinos, onde foram colocadas estas preocupações, mais ou menos com as mesmas palavras desta proposta de resolução”, disse. O deputado quis também frisar que o Museu dos Cabos Submarinos deve aguardar pelo avanço das obras na Escola Básica e Integrada da Horta e na creche O Castelinho, visto que o espaço é necessário para acolher as crianças enquanto estes empreendimentos decorrerem.  

 
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