A Casa de Infância de Santo António (CISA) hasteou mais uma vez a Bandeira Verde do programa Eco-Escolas, que distingue os estabelecimentos de ensino pelas boas práticas ambientais. A cerimónia decorreu esta manhã.
Na ocasião, a professora responsável pelo programa, Manuela Ferreira, destacou os “pequenos gestos” que a CISA tem desenvolvido para despertar a consciência ambiental dos alunos e da comunidade em geral. Compostagem, captação da água da chuva para a rega da horta da instituição e separação de lixos são alguns exemplos.
Este trabalho, entende a docente, já está a dar frutos. Um exemplo claro é o impacto da horta pedagógica nas preferências alimentares dos alunos, que, ao trabalharem naquele espaço, aprenderam a valorizar os produtos ali produzidos: “o consumo de vegetais tem aumentado e vários alunos passaram a comê-los com mais frequência”, considera.
Também a presidente da CISA entende que a horta pedagógica tem um impacto significativo até na saúde dos alunos. Rosa Dart mostrou-se orgulhosa pelo facto da instituição estar a entrar no terceiro ano deste projeto e revelou que a enfermeira da instituição tem encontrado resultados na diminuição do número de crianças com obesidade: “pela comparação em três anos de Índices de Massa Corporal (IMC’s), percebemos um claro decréscimo em relação a crianças com mais peso e acima do percentil 95, considerado obesidade. Passámos de 26 crianças em 2011 para 20 crianças em 2012 e em 2013 apenas para 13”, disse.
Lembrando que a CISA participa no programa Eco-Escolas desde que este foi implementado nos Açores, Rosa Dart recordou os vários projetos paralelos em que a instituição tem participado, com o “Pilhão vai à Escola”, onde a CISA alcançou o segundo lugar a nível nacional. A este junta-se o “Geração Depositrão” e o “Sim, no Dia da Mãe o Coração é Amarelo”. Além disso a instituição promove a recolha de tinteiros e rolhas.
Quanto à horta pedagógica, para além do impacto já referido nos hábitos alimentares das crianças, permitiu à instituição participar no projeto “Hortas Bio”, distinguido com primeira menção honrosa pela Agrobio – Associação Portuguesa de Agricultura Biológica.
Mas não é só no ambiente e na saúde que as boas práticas da CISA têm impacto. De acordo com a presidente da instituição, este impacto também se reflete a nível económico: “mantivemos consumos de água e baixámos em cerca de 20% o consumo de luz. Usamos também materiais reciclados para todos os trabalhos que marcam alguma época festiva baixando assim despesa neste rubrica”, referiu.
Analisando os resultados, Rosa Dart entende que este projeto “é uma missão de todas as entidades responsáveis envolvidas”, que “não deve abrandar”.
Na ocasião também marcou presença o diretor do Parque Natural do Faial, João Melo, e o presidente da Câmara Municipal da Horta (CMH). Este último lembrou que a autarquia vai desenvolver o projeto “o Ami vai à escola”, no âmbito da sensibilização ambiental dos mais novos. José Leonardo destacou também o novo projeto da CMH para aproximar os mais jovens das instituições autárquicas, intitulado “Autarca por um dia”, e no âmbito do qual os alunos das escolas da ilha serão convidados a visitar a CMH.