O PSD/Faial não se conforma com a ausência de uma referência à ampliação da pista do Aeroporto da Horta no Plano Estratégico da ANA – Aeroportos de Portugal até 2017. Em comunicado enviado ontem às redações, a Comissão Política do Faial do PSD “condena veementemente a decisão da ANA em omitir do seu programa de investimentos” a referida obra e “lamenta o progressivo afastamento dos governos da República e Regional desta justa aspiração dos faialenses”.
O PSD/Faial recorda que este investimento é “um dos mais importantes e estruturantes” para a ilha, não apenas por “permitir aumentar as margens de segurança” do aeroporto mas também por poder “potenciar o desenvolvimento económico” do Faial e da Região, “tanto na vertente comercial como turística”.
Destacando a “unanimidade” que este assunto merece a nível local, os social-democratas voltam a condenar a postura da ANA “de considerar este investimento não rentável e desnecessário”. Tendo em conta a atitude da empresa, o PSD/Faial recorda que sempre apelou a uma “decisão política para desbloquear o investimento”, decisão essa que “teria de estar no Governo da República e no Governo Regional”.
O presidente da Comissão Política do Faial do PSD, que assina este comunicado, condena o facto dos vários governos da República se terem vindo a afastar “de qualquer compromisso neste investimento”. Para Andy Rodrigues, as culpas não se ficam, no entanto, pela ANA e por São Bento. Também os governos dos Açores merecem críticas dos social-democratas faialenses que entendem que ao longo dos últimos anos os executivos socialistas na Região se têm vindo a demitir de responsabilidades neste assunto. O PSD/Faial lembra que Carlos César se comprometeu, em 2004, a avançar com a obra caso a ANA e o Governo da República não o fizessem, mas em 2012 o manifesto eleitoral do PS já falava não numa intervenção direta da Região mas numa ação no sentido de “pugnar junto do Governo da República para que, no âmbito da privatização da ANA, seja assumida a ampliação da pista do aeroporto da Horta, a qual será também apoiada pelo Governo dos Açores”. “O PS passou daquele que era o registo adequado (assumir que seria o Governo Regional a fazer a obra se os outros não a fizessem) para o registo de lavar as mãos (ajudar se outros a fizerem”, entendem os social-democratas.