O navio de cruzeiro Marco Pólo voltou a Horta esta segunda-feira. Vindo de Barbados, nas Caraíbas, o navio da operadora britânica Cruise & Maritime Voyages, com 735 passageiros a bordo, esteve na Horta até ao início da noite, altura em que partiu com destino a Ponta Delgada.
O navio encontra-se a fazer um cruzeiro de 42 noites, denominado “Amazónia, Índias Ocidentais e Açores” e depois da passagem pelos Açores deverá rumar a Londres, destino final desta viagem.
De acordo com informação do Azores Cruise Club, este navio foi inaugurado em 1965, possui 176 metros de comprimento, 23,6 metros de boca e 8,2 metros de calado e 22,080 toneladas de arqueação bruta. Tem capacidade máxima para 820 passageiros e 356 tripulantes. Disponibiliza oito decks para passageiros com um total de 425 cabines.
O navio foi projetado no âmbito da modernização da frota da ex União Soviética que, entre 1964 e 1972, encomendou cinco navios de passageiros aos estaleiros Mathias-Thesen, em Wismar, na então República Democrática Alemã. O primeiro a ser lançado foi o Ivan Franko, seguido de Aleksandr Pushkin, Taras Shevshenko, Shota Rustaveli e, já na década de 70, o último desta classe, Mikhail Lermontov. O agora Marco Polo, o único sobrevivente da classe Ivan Franko, começou a navegar com o nome de Aleksandr Pushkin para a Baltic Shipping Co, no verão de 1965, fazendo uma série de cruzeiros antes de ser colocado na rota transatlântica de carreiras regulares entre Leninegrado e Montreal. Entre 1975 e 1991 realizou cruzeiros com destinados variados, ligado a companhias alemãs, inglesas e soviéticas. Após um curto período em lay-up em Singapura, foi vendido em 1991 à Shipping and General (Orient Lines) e enviado para a Grécia com vista a efetuar uma grande remodelação, de quase três anos. Desde então, e já com o nome atual, o Marco Polo tem sido muito popular junto do mercado inglês, não só pelo saudosismo que as suas linhas clássicas apresentam mas também pelos itinerários menos convencionais que realiza.
O Marco Polo aportou no cais sul do Porto da Horta. De acordo com fonte da Portos dos Açores, foram as condições meteorológicas que se faziam sentir na Horta – nomeadamente o quadrante e a intensidade do vento e a ondulação marítima – que determinaram a escolha do local de acostagem do navio.