A deputada do CDS-PP/Açores Graça Silveira esteve esta manhã no Museu da Horta, para se inteirar junto do seu diretor, Luís Menezes, da evolução do processo para a criação do Espaço Museológico da Horta dos Cabos Submarinos, que foi aprovada pela Assembleia Regional precisamente na sequência da apresentação de um projeto de resolução da bancada popular.
À saída da reunião, Graça Silveira explicou que se quis inteirar do ponto da situação da implementação prática de todo este processo, “nomeadamente em relação a uma série de equipamento de telecomunicações da altura que estava no museu e foi todo inventariado, algum dele até recuperado”. Sobre este assunto, a deputada congratulou-se com o facto de ter sido remetido um processo ao diretor regional da Cultura no sentido de classificar este equipamento como sendo de interesse público regional, aguardando-se agora uma reunião entre este responsável político e o Grupo de Amigos da Horta do Cabo Submarino.
“Outra questão fundamental é o estabelecimento de protocolos de cooperação com entidades internacionais e outros espaços museológicos de cabos submarinos”, refere Graça, chamando a atenção para a importância de se criarem sinergias com outros museus que permitam a partilha de experiências e de equipamentos e que sejam até contributos para a instalação do espaço museológico na Horta. “Se não houver a ambição de uma projeção a nível mundial deste espaço, muito se perderá do alcance deste património. Sabemos que existe a vontade de fazer uma rede mundial de museus de cabos submarinos e há interesse de que a Horta participe, pois era aqui o nó das telecomunicações”, refere, chamando a atenção para o facto destes protocolos terem de ser estabelecidos “ao nível da presidência do Governo”.
“Ficámos muito bem impressionados com a disponibilidade do diretor do Museu em participar em todo este processo e esperemos que esta iniciativa se concretize em breve”, desejou a deputada.
Graça Silveira lembra que os antigos cabografistas têm já uma idade avançada, por isso alerta para a urgência de fazer evoluir este processo, aproveitando a experiência e contributo que eles podem dar para a criação de um espaço museológico interativo. Nesse sentido, entende que “a questão da Trinity House tem de se resolver rapidamente”. A verba disponibilizada no Plano e Orçamento da Região de 2014 para o Museu da Horta dos Cabos Submarinos, de cerca de 25 mil euros, destina-se, precisamente, a intervenções naquele local, onde funcionou o Operating Room onde as três companhias operavam, e que acolherá este espaço museológico.
Sobre a intenção anunciada de se aguardar pelas obras da creche O Castelinho, para que a Trinity House possa servir de apoio àquela instituição durante esse período, Graça considera que tal não é necessário: “aquele edifício tem duas partes. A Join Station, atrás, está efetivamente a ser utilizada para apoio”, explica, acrescentando que isso não implica que se intervenha na Operating Room da Trinity House. “É aí - e só aí - que os Amigos da Horta dos Cabos Submarinos querem instalar o espaço”. Assim, entende a deputada, a Trinity House deve ser cedida ao grupo com a maior brevidade para que este processo possa avançar.
Sobre a verba reservada pelo Executivo a esta intervenção, a deputada reconhece que “é relativamente pequena mas a ideia é uma recuperação muito pouco interventiva”. “Segundo sei, o edifício está em excelentes condições de segurança, não precisa de uma intervenção estrutural, portanto não são necessárias obras de grande envergadura”, refere, lembrando que já existe um projeto para a criação do espaço, o que representa menos um custo em todo o processo.
Graça lembrou que a proposta do CDS foi aprovada por unanimidade no parlamento regional, “o que demonstra que existe um reconhecimento transversal a todas as cores políticas da importância de um espaço desta natureza na Horta”.