A sessão de encerramento do XXIV Congresso do PPM, que aconteceu domingo, no Hotel Canal, arrancou pela voz de Gonçalo Câmara Pereira, que interpretou o Hino Plataforma de Cidadania "Ó Portugal Ser Profundo".
Deste congresso, que contou com cerca de 40 participantes, saiu a eleição de Manuel Humberto São João como secretário-geral do partido.
O encerramento do XXIV Congresso do PPM, que decorreu este fim-de-semana na Horta, ficou marcado pela acusação do líder nacional do partido ao PS, que considera ter adulterado o concurso extraordinário de Professores na Região. Em causa está a alteração no texto do documento já depois da sua aprovação, mudando a abrangência da lei.
“Em democracia não se alteram as decisões dos Parlamentos em qualquer outra instância posterior”, afirmou Paulo Estevão, definindo como “inaceitável” o comportamento do PS: “não se altera no gabinete partidário o que foi decidido e votado no Parlamento”, disse, prometendo opor-se à repetição da votação do diploma: “vamos manifestar-nos à entrada do Parlamento, nas galerias e no próprio Plenário”, disse, garantindo que “este ato de ilegalidade e de imposição ditatorial não passará e o PPM dará toda a guerra que lhe for possível”.
A realização deste Congresso pela primeira vez nos Açores, e em especial na Horta, sede do Parlamento açoriano, é para Estevão a concretização de um sonho e apresenta-se como a cereja em cima do bolo, neste que é por razões estatutárias de limitação de mandatos o seu último ano na presidência do PPM, cargo para o qual foi reeleito neste congresso com votação unânime.
No ano em que se assinala também os 40 anos do novo regime republicano, o monárquico defende um referendo à monarquia e não percebe por que razão a Constituição da República Portuguesa proíbe a realização de um refendo que possa alterar a natureza republicana do Estado.
O monárquico lembrou que em Espanha é possível referendar a monarquia, desde que essa seja a vontade do povo, e que na Austrália a monarquia também foi alvo de referendo.
Neste contexto, líder nacional do PPM anunciou que o partido vai "reivindicar" na rua, durante o mês de abril, a liberdade do povo poder escolher entre um regime republicano ou monárquico no país. "Em democracia ninguém é dono do voto de ninguém. Deixem o povo português pronunciar-se sobre a natureza do regime. Não se façam donos da vontade dos portugueses", apelou.
Paulo Estevão promete também uma luta política a nível nacional para fazer regressar o partido à Assembleia da República, nas eleições de 2015. "Esse é o meu compromisso: voltar a colocar o PPM nos principais órgãos de decisão política no nosso país", disse, acrescentando que esse é o lugar que "por história, vocação e destino" compete ao partido.
Na ocasião o presidente do Congresso Nacional do PPM, Adrião Saraiva Gonçalves, agradeceu a forma como os congressistas foram acolhidos. O XXIV Congresso Nacional do PPM contou com a participação de cerca de 40 congressistas e elegeu como novo secretário-geral do partido Manuel Humberto São João.